Aproximadamente 2 mil presidiários foram beneficiados com a saída temporária

Aproximadamente 2 mil presidiários começaram a deixar as unidades prisionais da região. Ele foram beneficiados pela saída temporária, a terceira deste anbo. As primeiras foram em março e maio e as duas últimas serão em outubro e dezembro. Todos precisam voltar após sete dias em liberdade. Os que não voltarem são considerados foragidos da justiça e perdem os benefícios legais.

O primeiro grupo saiu nesta quarta-feira (9) e deve retornar até as 17 horas do dia 15. Neste grupo estão os presos da Penitenciária 1 de Mirandópolis (semiaberto), Penitenciária de Andradina, CR (Centro de Ressocialização) de Birigui (fechado e semiaberto), Penitenciária de Getulina e CR de Lins (fechado e semiaberto).

O segundo grupo vai deixar as penitenciárias hoje (10) e retona no dia 16 até as 17 horas. Este grupo é composto pelos presos da Penitenciária 1 de Mirandópolis (fechado), Penitenciária 2 de Mirandópolis, CR de Araçatuba, CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Valparaíso e Penitenciária de Valparaíso.

O terceiro e último grupo vai sair na manhã desta sexta-feira (11) e deve retornar no dia 17 até as 17 horas. Neste grupo estão os presidiários das penitenciária de Avanhandava, e as três de Lavínia.

Para ter direito à saída temporária, o sentenciado precisa ter progredido para o regime semiaberto (passa o dia fora da prisão e volta para dormir), ter completado um sexto da pena quando primário ou um quarto se reincidente e apresentar bom comportamento. A portaria assinada pelo juiz Henrique de Castilho Jacinto deixa bem claro que o benefício também abrange o preso que progrediu para o semiaberto, mas que por falta de vaga no sistema penitenciário continua cumprindo pena no regime fechado (o dia inteiro na prisão).

No período em que estiver em liberdade, o presidiário não poderá frequentar bares, boates ou locais de reputação duvidosa. Não poderá dormir fora do endereço indicado ou deixar a cidade de destino mencionada à Justiça. Também está proibido de circular pela rua no período entre 22h e 7h. Quem for flagrado descumprindo as regras será detido imediatamente e volta mais cedo para a unidade prisional.

Aquele que não retornar no prazo estipulado passa a ser considerado foragido e quando capturado corre o risco de regredir de regime, isto é, quem está no regime semiaberto pode ser obrigado voltar para o fechado, de sistema mais rígido. Os diretores das unidades têm 48 horas a contar do término do prazo de retorno do benefício para enviar a lista daqueles que não voltaram à Justiça.

Da Redação

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