Professores desenvolvem projeto de controle biológico de pragas

Os professores Elisete Lima, Harumi Haramura e Hemerson Calgaro e os acadêmicos do Curso de Engenharia Agronômica do Unisalesiano de Lins, iniciaram na semana passada no Campus Experimental da Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão a implantação do Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD), no cultivo protegido de tomates e pepinos. “Os experimentos foram implantados em duas estufas (210 e 640m2, respectivamente), onde transplantamos 440 unidades de tomates híbridos Mascot e Gabryelle e 1000 unidades de pepinos variedade Taikô”, explicou a professora Elisete Lima.

“Objetivamos estabelecer um controle populacional das pragas agrícolas que comumente atacam essas culturas com o uso de agentes biológicos de controle (ABC), métodos de controle populacional e do conceito da manutenção de pragas em níveis economicamente toleráveis, por meio do manejo do ecossistema, baseado num maior conhecimento de ecologia aplicada e de dinâmica populacional, partindo do pressuposto de que predadores e parasitas só podem sobreviver caso a presa também sobreviva”, acrescentou o professor Hemerson Calgaro.

“Vislumbramos o conceito de uma produção ecologicamente sustentável, baseados na conscientização e preocupação ambiental, evitando o uso de insumos químicos que podem acarretar danos ao meio ambiente, consumidores e às pessoas diretamente envolvidas no manejo”, afirmou o coordenador do curso.

Os experimentos serão monitorados semanalmente e após a identificação e quantificação dos indivíduos capturados, os dados são discutidos pelos professores orientadores e acadêmicos, com apoio e parceria do pesquisador de desenvolvimento agronômico da Koppert Biological Systems, Renan Venâncio da Silva, para análise e tomadas de decisões.

“A implantação do MIPD e de outros métodos que contribuam para a preservação dos inimigos naturais, no sistema de agricultura sustentável extrapola a forma de produção com a redução de agroquímicos, passando a agir positivamente no meio ambiente, nas relações trabalhistas, na cadeia produtiva e na saúde do homem do campo, buscando atingir um padrão ecologicamente viável de produção”, finalizou a professora Elisete Lima.

Da Redação

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