CRM conscientiza sobre violência contra mulheres

A Lei número 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, completou 11 anos nesta segunda-feira (07) e trouxe à tona, mais uma vez, a grave situação das mulheres no Brasil. Em Araçatuba, o órgão que atua neste tema é o Centro de Referência da Mulher (CRM) ” Josymary Aparecida Carranza”, que atualmente faz o acompanhamento de 130 mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica. Ao longo do ano passado em total de 648 mulheres foram atendidas pelo órgão, que busca também encorajar outras mulheres a denunciar seus agressores.

A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no país e, por conta disso, o Instituto Maria da Penha lançou os Relógios da Violência, um site que contabiliza esses crimes e possui gráficos interativos sobre os tipos de violência e os ciclos que uma mulher em situação de abuso pode sofrer. A intenção do Instituto, que leva o nome da mulher que lutou pela criação da lei, é chamar atenção para o absurdo que os números revelam e combater o caráter “natural” deste tipo de violência. No dia do aniversário da Lei, cerca de 43,2 mil mulheres foram violentadas de alguma forma.

No Fórum de Araçatuba, onde há três varas criminais, há pelo menos 462 processos em andamento relacionados à Lei Maria da Penha, sendo 260 na Segunda Vara Criminal e 202 na Terceira; a Primeira Vara não informou a quantidade de processos. “Temos que promover o bem-estar das mulheres para que elas consigam se empoderar e se fortalecer para o rompimento do ciclo de violência”, explica Sandra Costa, coordenadora do CRM.

A equipe do programa, que é composta por duas psicólogas, duas assistentes sociais e uma advogada, fez na manhã desta segunda-feira uma reunião no 2º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior) com cerca de 50 policiais homens e mulheres para discutir o tema da violência doméstica. A intenção foi sensibilizar sobre os tipos de violência, uma vez que os profissionais da segurança pública atendem casos de Maria da Penha e lidam com mulheres fragilizadas por conta de agressões.

De acordo com Sandra Costa, ocorrerão palestras em projetos sociais do município e parceria com universidade para combater a violência doméstica.

O Centro de Referência da Mulher Josymary Aparecida Carranza foi criado na cidade em 2010 com os objetivos de acolher mulheres vítimas de violência e contribuir para que elas conquistem autossuficiência e resgatem a autoestima. Ele está localizado na Rua Chiquita Fernandes, 615, no jardim Bandeiras, e o telefone para contato é 3623-4909.

O órgão funciona das 8h às 17h. Entre os serviços ofertados estão acolhimento, atendimento socioassistencial, atendimento psicológico e orientação jurídica. Há também oficinas de reflexão e encaminhamentos para outros projetos sociais do município.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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