Região começa Semana de Combate à Leishmaniose Visceral

Começa nesta segunda-feira (07) a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral (LV), que segue até o dia 11 com atividades em todos os municípios do Estado de São Paulo. A campanha lançou a  hashtag #Euapoioefaçoparte para mobilizar também a internet em torno do assunto. O objetivo é promover ações de educação, informação e comunicação em saúde para a população na perspectiva de reduzir os riscos de transmissão da doença nos seres humanos e nos animais, além de conscientizar sobre a doença e a percepção para o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Os municípios de Birigui e Araçatuba, que possuem histórico elevado de casos de leishmaniose visceral em animais, com diversos casos também em seres humanos, participarão das ações durante toda a semana. Em Birigui somente neste ano foram eutanasiados 185 animais diagnosticados com a doença, número que tende a subir diante do balanço dos anos anteriores: 255 inquéritos positivos em 2016; 189 em 2015 e 333 inquéritos positivos em 2014.

Em seres humanos o município registrou casos de leishmaniose tegumentar americana em duas pessoas neste ano. Em 2016 foi um caso, após 2015 ter registrado cinco pessoas com a doença e apenas um em 2014. Já da leishmaniose visceral há um caso positivo neste ano e um em investigação, até o momento. No ano passado foram dois casos, após o registro de oito em 2014 e dois em 2014.

Em Araçatuba, de janeiro para cá 296 cães foram eutanasiados após diagnóstico de leishmaniose. No ano passado foram 295 e em 2016 um total de 270 cães foram sacrificados. Em seres humanos, neste ano foram registrados três casos, sendo o último em um menino de três anos, morador do bairro Porto Real 2, em junho. No ano passado foram três casos e em 2015 um caso, que resultou em óbito. No ano 2014 foram registrados nove casos da doença; em 2013 foram três. Em ambos não ocorreram óbitos, sendo que em 2012 houve um falecimento em decorrência de leishmaniose no mês de julho.

AÇÕES DE COMBATE

Em Birigui a equipe do IEC (Informação, Educação e Comunicação) do CCVZ, com o apoio das vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, realizará diversas atividades educativas em escolas municipais, entidades assistenciais e filantrópicas, serviços de saúde e em bairros do município. Haverá palestras sobre leishmaniose e posse responsável de animais na Polícia Mirim, Centro Paula Souza, escolas municipais e no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Portal da Pérola 2; exposição na Santa Casa e Unimed; visitas casa a casa com entrega de panfletos educativos e panfletagem no centro da cidade com a participação da Associação Anjo Animal.

Em Araçatuba, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) promovem uma palestra de abertura no Paço Municipal nesta segunda-feira, a partir das 9h, com um médico infectologista. Durante a semana haverão palestras sobre posse responsável de animais e controle de leishmaniose visceral, afixação de cartazes de orientação pela cidade, orientações em bairros, empresas, indústrias, supermercados, programas sociais, em escolas municipais e estaduais, igrejas e também no Atende Fácil e no Poupatempo.

A DOENÇA

O transmissor da leishmaniose, o Lutzomia longipalpis, também conhecido como mosquito-palha, se desenvolve em locais com acúmulo de matéria orgânica, como folhas, flores, frutas e até mesmo em restos de comida e fezes dos animais. A melhor prevenção é a limpeza. Ações ajudam também a diminuir a proliferação do vetor, como diagnóstico precoce e o tratamento dos casos humanos, monitoramento e a eutanásia de cães infectados pelo parasita e controle do vetor por meio do saneamento, cuidados e manejo ambiental em áreas públicas e residenciais.

A população deve ficar alerta ao aparecimento de sintomas da doença tanto nos animais quanto no homem. No cão os sintomas são: crescimento das unhas, queda do pelo, feridas na pele, secreção ocular, emagrecimento e perda do apetite. Em humano ocorre febre, emagrecimento, tosse seca, anemia, aumento do fígado e do baço, úlceras na pele e nas mucosas das vias aéreas.

EXAMES

O CCZ de Araçatuba oferece o serviço de coleta de material para diagnóstico de leishmaniose diariamente e de forma gratuita. O órgão atende das 7h30 às 17h e não fecha para horário de almoço. Além deste exame, o órgão também castra todos os animais que vão para doação. O CCVZ de Birigui também oferece exame para diagnóstico da doença e castra os animais que vão para adoção.

TRATAMENTO

Em Araçatuba já há casos de pessoas que optaram por tratar o animal diagnosticado com leishmaniose. Entretanto, o medicamento liberado pelo Ministério da Agricultura não está disponível pelo poder público, cabendo ao proprietário arcar com os custos de aproximadamente R$ 2 mil para cada frasco do medicamento Miltefosina. O médico veterinário que faz o tratamento deve ser cadastrado tanto no Conselho Regional de Medicina Veterinária quanto no Ministério da Saúde.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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