Obras em córregos desafiam administração para evitar enchentes

Os córregos Machadinho (Avenida Joaquim Pompeu de Toledo) e Machado de Mello (Avenida João Arruda Brasil) recebem elevado volume de água de extensas regiões da cidade e já causaram muitas inundações. Algumas ações reduziram o risco ou a gravidade das inundações, mas ainda é preciso investir na solução do problema. Por isso, a Secretaria de Planejamento de Araçatuba está trabalhando na busca de alternativas para resolver definitivamente o problema.

Segundo o secretário Tadeu Consoni, a intervenção do homem na natureza e obras urbanas contribuíram para oi agravamento da situação. Originalmente a Lagoa das Flores destinava água para outra lagoa e depois para o Machado de Mello. Esta outra lagoa foi aterrada e a água da Lagoa das Flores foi lançada, por meio de galerias, para o Machadinho. Com isso, os dois córregos passaram a ter grandes enchentes. A bacia da Pompeu com a Duque de Caxias sempre tinha inundação. Assim como a região do Mercadão Municipal e do Monterrey. “Precisamos aumentar a vazão, até mesmo porque os problemas na João Arruda Brasil estão se agravando com a queda de placas”, disse o secretário.

MACHADINHO

O Córrego Machadinho sofreu uma intervenção no primeiro mandado do ex-prefeito Cido Sério. No trecho entre as avenidas Saudade e Brasília foi feita nova canalização e urbanização, com aumento da vazão. Isso reduziu as enchentes. Depois disso, poucas vezes o córrego transbordou. Agora o prefeito Dilador Borges quer concluir a Avenida Joaquim Pompeu de Toledo da Rua Tupinambás até a Rodovia Marechal Rondon. Não é apenas construir a avenida. É preciso canalizar o córrego e criar dispositivos de contenção da água para evitar que todo o volume chegue repentinamente no trecho da Saudade. A falta de vazão pode causar transbordamento.

Segundo o secretário e engenheiro Tadeu Consoni, no trecho, de aproximadamente 1,4 mil metros (entre a Tupinambás e a Rondon), será usado o método de gabião e colchão reno para fazer a canalização. O custo chega a ser até 50% inferior ao concreto armado. Mas não é só isso. Com a construção de vários condomínios na região, aumentou a captação de água. Por isso, Consoni defende a construção de uma barragem após a Rondon para servir de “piscinão” e assim segurar toda a água recebida e soltar aos poucos, evitando alagamentos na Pompeu de Toledo.

Para execução desta obra a Prefeitura já está buscando empréstimo de R$ 8,5 milhões junto ao Desenvolve São Paulo. A ideia é começar a obra ainda neste ano ou no primeiro semestre do ano que vem.

MACHADO DE MELLO

A bacia do Córrego Machado de Mello já sofreu intervenções em diferentes governos. A última intervenção foi na administração do ex-prefeito Jorge Maluly Neto, com a canalização da Rua do Fico até o trecho do Monterrey. Porém, há trechos com diferentes dimensões. Além disso, várias placas laterais estão caindo (desmoronamento).

O secretário Consoni explicou que há necessidade de intervenção entre as ruas Porangaba e Bastos Cordeiro, pois o canal é muito estreito. No trecho, de aproximadamente 2 mil metros, a proposta é também é fazer as paredes com gabiões e o piso com colchão reno. O custo é da ordem de 15 milhões. Neste trecho será necessário aumentar a largura do córrego para elevar a vazão. Não há como aumentar a profundidade, pois é rocha. Outras correções serão necessárias para garantir a vazão do córrego. “Não terá como deixar calçada ao lado do córrego. Teremos de aproveitar toda extensão para aumentar a vazão”, explicou o engenheiro.

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

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