Advogado de piloto preso na Bolívia nega tráfico de drogas e diz que tudo será esclarecido

O advogado Nathan Alfredo Soruco, que está auxiliando a família do piloto araçatubense preso na Bolívia, F.P.C., de 32 anos, reafirmou neste sábado (5), ao jornal O LIBERAL REGIONAL, que ele não está envolvido com tráfico. Na sexta-feira, após audiência e decretação de prisão preventiva, o piloto foi levado para o complexo penitenciário de Palmasola, considerado um dos maiores e mais perigosos da Bolívia. Porém, como ressalvou o advogado araçatubense, ele está em uma ala especial. A princípio falou-se em liberação em 30 dias após mais uma audiência. Porém, autoridades bolivianas já falam em 90 dias. As autoridades brasileiras já foram procuradas pela família do piloto. Soruco disse que tudo será esclarecido posteriormente. Ainda é um mistério.

A prisão ocorreu na colônia menonita Chihuahua, a 47 quilômetros do município de Cuatro Cañadas. Segundo Nathan Soruco, o piloto estava dormindo quando foi encontrado pela polícia. “Ao ver o avião que havia feito um pouso de emergência, os membros da colônia menonita acionaram a polícia. O piloto foi encontrado dormindo e levado para a delegacia de polícia. Depois encontraram micropartículas de cocaína no avião. Porém, o piloto é usuário”, explicou o advogado.

No mesmo período, a polícia boliviana desenvolveu a operação Colmillos, que resultou na apreensão de dois veículos, totalizando 35 quilos de cocaína. Porém, estas apreensões foram bem distantes de onde estava o avião com o piloto araçatubense. Mesmo assim, as autoridades bolivianos citaram a apreensão da aeronave como parte da operação, mesmo não tendo qualquer carga de droga. Como o piloto não tinha plano de voo, foi considerado clandestino dentro do país. “A partir daí desencadeou toda uma situação, que resultou na prisão, mesmo sem droga”, acrescentou o advogado Nathan Soruco.

De acordo com o portal El Deber, de Santa Cruz de La Sierra, o Ministério Público boliviano está entrando em contato com as autoridades brasileiras para saber dos antecedentes do piloto.

Para o advogado Nathan Soruco, que tem familiares na Bolívia e já residiu no país vizinho, a aeronave pilotada pelo araçatubense não tem qualquer característica de uso no tráfico. “Normalmente o tráfico usa aeronaves em péssimo estado, sem bancos, sem prefixo, sem rádio e GPS. Tudo que possa dificultar a identificação. A aeronave em questão estava com rádio, GPS acionado, documentos e prefixo e os bancos. E o mais importante, não tinha droga”, acrescentou o advogado.

Por meio de uma advogada e familiares que residem na Bolívia, Nathan vem acompanhando de perto todo o desenrolar dos fatos. Ele admite as dificuldades tanto pela legislação como pelos métodos adotadas pelas autoridades bolivianas, mas se diz tranquilo com o desfecho, “porque não houve flagrante de tráfico”, reforça.

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

você pode gostar também