Paróquia Bom Jesus da Lapa se prepara para festividades de aniversário

A Paróquia Bom Jesus da Lapa faz 50 anos no dia 6 de agosto e a comunidade está se preparando para as festividades com a organização do Tríduo em Louvor ao seu padroeiro. De acordo com o padre Orivaldo Pereira Filho, pároco responsável pela igreja, serão momentos de alegria e fé e que terão a participação de pessoas que passaram e deixaram sua marca ao longo destes 50 anos de história. A paróquia foi fundada no dia 5 de março de 1967.

O Tríduo começa no dia 3 de agosto, quinta-feira, e segue até o dia 6, domingo. “Todas as festas de Jesus são celebradas no dia sua transfiguração. Por isso nós comemoramos o aniversário no dia 6, assim como as comunidades de Senhor do Bonfim e outras”, explica o pároco. As missas serão celebradas por padres que têm sua história ligada à da paróquia.

PROGRAMAÇÃO

Assim, no dia 3 acontece a Missa da Misericórdia a partir das 20h. Ela será presidida pelo padre Pedro Borges, salesiano que trabalhou por três anos na Bom Jesus da Lapa. “No primeiro dia a ideia é pedir perdão pelos pecados que fizemos enquanto comunidade, então haverá a confissão comunitária e o padre Pedro, que é muito querido na cidade, fará a abertura do Tríduo”, diz padre Orivaldo.

No dia 4 de agosto acontece a Missa da Família, também às 20h, e quem conduz é o padre Luigi Fávero. O salesiano atendeu a paróquia durante três anos celebrando as missas aos sábados. As famílias estarão representadas por 30 casais, cada um simbolizando uma conta do terço.

A missa do sábado, dia 5, será com o padre franciscano Mauro Luís, que atualmente celebra missas na Rede Vida sempre na segunda terça-feira de cada mês. “Ele passou por aqui em 1994 e foi um raio de luz para nós. Muito alegre e bondoso, ele conquistou o coração das pessoas. Foi um tempo de florescimento a presença dele aqui, muito gentil com todo mundo”, enfatiza padre Orivaldo. Após a missa, que inicia às 18h, haverá o EvangelizaShow.

DEMONSTRAÇÃO DE FÉ

A missa do aniversário da paróquia será no domingo às 10h30 e também às 19h30. “O celebrante será um padre que trabalhou de 1980 a 1984, o padre Hermínio, que atualmente está em Brasília e virá pela primeira vez depois de ter saído daqui. Na época ele era franciscano, depois passou a ser diocesano, como eu”, diz padre Orivaldo.

Nesta missa haverá uma procissão com jovens e crianças da catequese. “A procissão, para a igreja, é um ato público de fé e fica declarada, visivelmente, a profissão da nossa fé. Do ponto de vista bíblico a origem da procissão vem do povo de Israel, de quando saíram do Egito como prisioneiros e atravessaram o deserto em busca da terra prometida. E também o povo de Nínive, que também fez uma grande penitência em procissão pedindo perdão pelos pecados”, explica o pároco.

FREI MÁRIO

Uma das figuras mais importantes na história da paróquia é o Frei Mário Ramos de Oliveira, que passou 28 anos de sua vida atuando nesta comunidade. Ele faleceu em dezembro de 1997 e está sepultado em Mirassol, onde estava a comunidade franciscana da qual fazia parte. No ano passado foi celebrada uma missa no túmulo do frei e a intenção é fazer novamente. De acordo com padre Orivaldo, o túmulo revela a história de vida dele. “Não queremos fazer uma evidência ao túmulo, mas é interessante notar que não tem adornos nenhum. É um lugar rústico, bem simples, conforme os propósitos franciscanos de vir a este mundo, colaborar e sair dele com menos apego possível, despido de tudo”, explica.

De acordo com o pároco, o frei foi uma figura que marcou a comunidade. “Tinha um temperamento muito definido, caraterístico, muito firme as decisões dele. Só que tinha uma assessoria fantástica em torno dele de pessoas que o ajudavam e manteve essa paróquia muita ativa”, diz. Ele explica que está sendo feito um trabalho para localizar as pessoas que participaram do início da paróquia com o Frei Mário por meio de fotos e antigos coroinhas. “Nós temos o senhor Orlando, que acolheu o Frei Mário quando ele chegou em 1969, e muitas outras pessoas. Elas aprenderam com o Frei Mário a viver em comunidade e hoje eu as recebo com a alegria de poder contar com uma história viva, que continua as obras de Cristo. Na verdade, eu os chamo de “prolongamentos dos braços de Cristo”, ou seja, eles mantiveram a igreja e continuam nesta mesma firmeza”, finaliza padre Orivaldo.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

você pode gostar também