Inquérito apura preço dos combustíveis

Em maio de 2016, a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL publicou, com exclusividade, que o Ministério Público da cidade havia aberto um inquérito para investigar a possível existência de um cartel organizado por donos de postos da cidade para controlar o preço do etanol em Araçatuba.Na época, após a publicação da reportagem, o preço do produto caiu 20 centavos (de R$ 2,59 para R$ 2,39) em menos de 24 horas. O valor já estava ‘congelado’ nas bombas há mais de 15 dias.

Apesar da informação de que a investigação está acontecendo, a Promotoria não informou como está sendo conduzida.

Depois, por meses, após o MP repassar o caso à Polícia Civil de Araçatuba, a única notícia envolvendo a investigação era que o caso estava em andamento.

Nesta quinta-feira (20), após O LIBERAL publicar reportagem exclusiva mostrando que um dono de posto foi ameaçado por outro empresário do setor para aumentar o preço do combustível, a resposta do MP foi a mesma.

“O procedimento foi distribuído para a 3ª Vara Criminal de Araçatuba e está em fase de diligências pela autoridade policial”, disse.

A reportagem questionou o órgão sobre a fase do inquérito e como estava sendo conduzida a investigação, mas não recebeu resposta.

“Na verdade o concorrente baixa por algum motivo e os outros postos acabam seguindo o fluxo para não perder mercado. É simples assim”, disse um gerente de posto, que pediu para não ser identificado, na época do inquérito.

O que provocou a investigação foi a diferença do preço do produto com cidades próximas da região. O valor chegava a ser 40% maior em Araçatuba, dependendo da semana.

DENÚNCIA E REPERCUSSÃO
A notícia publicada na edição desta sexta-feira (21), citando a presença de um empresário araçatubense em Andradina para pressionar o proprietário do Posto Malibu, em Araçatuba, a elevar os preços, causou grande repercussão.

A notícia teve milhares de visualizações no portal LR1 e dezenas de comentários. Em redes sociais, a reação foi a mesma, com comentários e compartilhamentos. Dezenas de leitores internautas se mostraram indignados com a posição do empresário de cobrar aumento dos combustíveis. Alguns, mais exaltados, cobraram do jornal a divulgação do nome do posto e de seu proprietário.

Como o fato ainda está sob apuração da polícia, a direção entendeu ser melhor, neste primeiro momento, preservar as pessoas envolvidas até o final da apuração policial.

ERRATA
Na notícia veiculada na edição de sexta-feira, no primeiro parágrafo, há uma frase com erro de redação. ” O empresário foi pressionado pelo concorrente a reduzir o preço do combustível. ” Na realidade, o empresário foi pressionado a aumentar o preço do combustível .

KAIO ESTEVES e ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

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