Série A acumula 11 mudanças de técnico em 15 rodadas

Em apenas 15 rodadas, o Brasileirão deixou para trás os campeonatos Inglês, Francês e Alemão, e caminha para desbancar o Espanhol e o Italiano no ranking das trocas de técnico. Com as demissões de Pachequinho (Coritiba) e de Roger Machado (Atlético-MG), a edição atual contabiliza 11 mudanças de comando. No Velho Mundo, apenas a Serie A e La Liga demitiram mais do que a nossa primeira divisão — 12 cada uma. Marcelo Oliveira é o sucessor de Pachequinho no Coxa. O presidente Daniel Nepomuceno procura um dono para a prancheta do Galo. Paulo Autuori é o mais cotado. O auxiliar-técnico Diogo Giacomini assume interinamente.

Revoltado com o tratamento dado aos treinadores, o técnico Abel Braga chegou a convocar os colegas para um movimento. “Só vai parar essa cultura no momento em que se reunir alguns nomes como eu, Mano Menezes, Paulo Autuori, Osvaldo de Oliveira, Dorival Junior, Vagner Mancini, Tite… os caras pesados. Se reunirem e fazer uma greve. Técnico não ganha direito de arena. E é demitido sempre dessa maneira. Tínhamos que parar o campeonato. É o jeito de parar Brasília. Enquanto não reunirmos os cascudos para dar um basta, vai acontecer isso. É ridículo”, bradou Abel Braga, durante coletiva de imprensa no último dia 11.

Recentemente, o regulamento do Campeonato Paulista tentou criar uma regra para limitar a troca de técnicos. O mecanismo, que também está em discussão na CBF, teve o apoio da Federação de Treinadores de Futebol e de técnicos como Tite e Dorival Júnior. “Essa regra não vale para nada. A relação trabalhista não é regida por outra parte. Regulamento nenhum pode ferir. Está errado”, avalia a advogada Gislaine Nunes.

Roger Machado perdeu o emprego, entre outros motivos, por ter conseguido a proeza de desmistificar o Independência. O mantra “caiu no Horto, está morto” não funcionou com ele. Se tivesse somado 100% dos pontos em casa, o Atlético seria vice-líder do Brasileirão, um ponto atrás do Corinthians. Entretanto, desperdiçou 16, os três últimos na derrota para o Bahia, por 2 x 0, na última quarta-feira.

Em sete meses no Galo, Roger Machado conquistou o Campeonato Mineiro e deixa o clube com 22 vitórias, 9 empates e 10 derrotas. Fez a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, mas perdeu o duelo de ida das oitavas de final para o Jorge

Wilstermann, da Bolívia, por 1 x 0.

Campeão paranaense pelo Coritiba neste ano, e responsável pela fuga do rebaixamento no ano passado, Pachequinho perdeu a imunidade ao ser goleado pela Ponte Preta por 4 x 0. Bicampeão brasileiro à frente do Cruzeiro, em 2013 e em 2014, e campeão da Copa do Brasil em 2015 pelo Palmeira, Marcelo Oliveira retorna ao clube depois de passagens por Vasco, Cruzeiro, Palmeiras e Atlético-MG, de onde saiu no ano passado.

Da Redação

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