Após ação popular, prefeitura retoma obras em prédio para a saúde

A Coodenadoria de Comunicação de Prefeitura de Lins divulgou informação de que na última semana a Secretaria de Saúde retomou os trabalhos da obra no prédio que será instalado serviços de atendimento de saúde. Segundo informações da secretária Cláudia Nunes, a reestruturação tem o objetivo de acelerar a liberação do prédio para implantar serviços que serão definidos pela secretaria. O abandono deste prédio foi motivo de ação popular ajuizada no dia 22 de maio contra a Prefeitura e o prefeito Edgar de Souza. A ação foi ajuizada pelo ex-procurador do município, Rodrigo Guimarães Nogueira.

De acordo com o autor da ação, em outubro de 2014, durante visita ao local, conforme publicação no site da Prefeitura, o prefeito Edgar de Souza disse que a obra estava em fase de conclusão. No local seria instalada uma Unidade de Pronto Atendimento. “Porém, quase três anos depois, a unidade não entrou em operação. Pela falta de vigilância e zelo da Prefeitura, o local é ocupado por diferentes tipos de pessoas. Além disso, houve muitos danos ao prédio”, disse o ex-procurador.

Agora, ao falar sobre a reestruturação do prédio, a secretária da Saúde de Lins já não se referiu à UPA, pois a finalidade foi alterada e autorizada pelo ministério, mas mantendo a desfinação à saúde. Os serviços serão definidos pela secretaria. Na nota divulgada pela Codec não fala quais serão os serviços e tampouco como serão definidos pela secretaria.

HEMODIÁLISE
No ano passado já se falava na instalação de unidade de hemodiálise no prédio da Avenida José da Conceição. Porém, mais de um ano depois, dezenas de pacientes de Lins continuam viajando três vezes por semana para fazer o tratamento na unidade de Promissão. Cláudia explica que a demora no processo se dá devido à perplexidade de procedimentos necessários para implantar o atendimento. “Existe uma morosidade, mas não estamos parados”, afirma ela, que fala ainda que toda a parte técnica está sob sua responsabilidade. “Estive em São Paulo nos últimos dias, conversando com a coordenadora regional de Saúde e também na DR-6 – Diretoria Regional, em Bauru, levando a documentação necessária para algumas burocracias”, explica.

PRÉDIO ABANDONADO
A construção do prédio onde seria instalada a UPA teve investimentos da ordem de R$ 1,4 milhão. Porém, o prédio ficou fechado quase três anos. Neste período foi depredado por vândalos e pessoas que passaram a ocupá-lo. Isso, além de dano ao patrimônio público, gerou descontentemento de pessoas que residem nas imediações.

Da Redação

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