“Construção civil está crescendo, mas vai depender da política”, diz presidente do Sinduscon-SP

O presidente regional do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, disse que o setor está crescendo em 2017, mas que os próximos acontecimentos políticos do Brasil é que devem definir o que irá acontecer com o mercado.

“Vai depender da política [o crescimento da construção civil]. Nós sabemos que a economia está crescendo devagar e que há um registro positivo, mas precisamos ver o que irá acontecer”, disse.

Em meio à tentativa de recuperação econômica do governo aprovando reformas trabalhistas e previdenciárias, o presidente Michel Temer é investigado por corrupção em Brasília e corre o risco de ser afastado.

De acordo com Júnior, o mercado começou a melhorar em 2017 e as reformas ajudariam a liberar maiores investimentos para, consequentemente, gerar mais empregos para o setor.

Ele afirma, ainda, que a região segue com investimentos no setor, mas que ainda precisa melhorar.

“A região segue com bons investimentos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, que é um investimento do governo federal, e alguns prédios de construtoras. Apesar dos registros positivos em alguns segmentos, ainda dá para melhorar”.
No último levantamento divulgado pelo sindicato, que representa o mês de abril, cidades da região como Araçatuba, Andradina e Birigui mantiveram os trabalhadores e, numa escala modesta, registraram contratações.

Na semana passada, o IBGE divulgou o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) de junho. De acordo com o instituto, o custo da construção por metro quadrado no Brasil ficou em R$ 1.046,68, sendo R$ 536,28 relativos aos materiais e R$ 510,40 à mão de obra. A taxa calculada é a menor para o mês de junho desde 2009.
Já o CUB (Custo Unitário Básico da Construção Civil), calculado pelo Sinduscon-SP, ficou em R$ 1.317,04 sem desoneração e R$ 1.219,60 com desoneração.

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