Samir Nakad: é preciso buscar o equilíbrio encônomico antes de pensa na saída do presidente

O empresário Samir Nakad (Sameka Modas), diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, além de várias outras atividades, participou na semana passada da Francal, em São Paulo. Como todo cidadão, Nakad está preocupado com a instabilidade política do país, que reflete diretamente na economia.

“O momento político é extremamente crítico e acredito que precisamos primeiro buscar um equilíbrio econômico, ainda que pequeno nesse momento, para depois pensarmos na saída do presidente da República, pois do contrário, corremos o risco de não suportar as dificuldades impostas por mais esse imbróglio”, diz o empresário em relação ao momento que vive o país, com o Congresso se preparando para analisar denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer.

Para o empresário, a economia é extremamente sensível às questões políticas, principalmente porque suas bases são fragilizadas pela presença demasiada do estado nos mais diversos setores e isso proporciona desequilíbrio, em razão do desrespeito as leis de mercado, regulado pela oferta e demanda. Por isso, a instabilidade política que se arrasta há muito tempo tem comprometido a economia.

“Aparentemente está havendo um tímido movimento de retomada, que mesmo sendo muito aquém do ideal, já faz renascer a esperança dos atores produtivos da economia”, diz o empresário sobre o momento econômico do país, que começa a dar sinais de recuperação.

Quanto às reformas em discussão no Congresso, Samir Nakad está acompanhando. “Se elas realmente ‘passarem’, será um passo importante, pois recria condições mais favoráveis para contratação de trabalhadores, bem como a previdência terá condições de suportar, pelos próximos anos, os compromissos para os quais ela foi criada”, acrescenta Samir Nakad.

Segundo Nakad, as reformas são necessárias, “mas insuficientes para tornar o país competitivo e com capacidade para enfrentar seu compromisso social para com a população”.

Na avaliação do empresário, o Brasil está no caminho certo, “mas ainda cheio de coisas erradas para serem consertadas”. “Iniciativas de reforço no aspecto ética e transparência são um bom início, mas como cidadão penso que muito ainda há por fazer e caberá a nós, sociedade organizada, deixarmos o comodismo e a omissão pra trás”, enfatiza.

PERFIL
Samir Nakad é formado em direito, mas desde jovem foi atraído pela vida empresarial. A família era do meio industrial. “Meu pai era do setor industrial de meia, um tio tinha indústria do ramo vestuário e outro tio trabalhava com artigos esportivos, então eu sempre tive esse desejo de seguir com o setor industrial também”, relata. Aos 19 anos, ainda furante a faculdade, surgiu a oportunidade sonhada, comprar uma empresa e por em prática o que aprendeu na adolescência com a família. A empresa foi fundada em 1979, mas só em 1983 que Samir entrou para o time da Sameka Modas. O nome foi herdado do antigo dono, porém Samir preferiu não mudar, já que por uma “grande coincidência acabou que o nome são as iniciais do meu nome e da minha esposa”, explica.

FAMÍLIA
Casado com a araçatubense Káthia Abdo Nakad, juntos o casal tem três filhos, dois meninos e uma menina. O mais velho, Henry, é administrador de empresa. O do meio, Henry, é advogado. A caçula, Veridiana que é cientista social.

Da Redação

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