Apresentados no mesmo dia, trio de reforços termina de forma melancólica no Atlético-PR

No início do ano eles eram a esperança de gols, qualidade, experiência e aposta em um futuro promissor para o Atlético-PR. Pouco mais de seis meses depois, Grafite, Carlos Alberto e Luis Henrique – que foram apresentados juntos – já são história no clube e em um capítulo sem motivo de orgulho para o torcedor e a diretoria. Com o pedido de rescisão de Carlos Alberto nesta segunda-feira, os três jogadores não fazem mais parte do time.

O primeiro a sair foi o atacante Luis Henrique, que teve sua rescisão contratual no mês de junho. Tratado como joia do Botafogo, ele havia assinado com o Atlético-PR até 2018 e era visto pelo então técnico do Atlético-PR, Paulo Autuori, como um atleta ainda em formação.

Suas atuações acabaram o rebaixando durante a temporada. No princípio, Luis Henrique chegou a jogar partidas pela Libertadores, mas foi perdendo espaço e passou a atuar no time alternativo durante parte do Paranaense. Ainda assim, ele deixou de ser titular da equipe e sumiu até aparecer novamente com o contrato rescindido e de volta ao Botafogo. Ele acertou com o Feirense, de Portugal.

A enxurrada de rescisões alcançou seu ápice nesta semana, quando o atacante Grafite também deixou o clube após uma campanha pífia de 24 jogos e um gol, contra o Millonarios, na pré-Libertadores, na Arena da Baixada. Grafite chegou em alta e como aposta pesada do Atlético-PR após ter sido artilheiro do Santa Cruz, na campanha do Brasileirão 2016.

Na época, quando recebeu a camisa 23, o presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim Emed, fez uma alusão ao jogador de basquete, Michael Jordan, e apostou que o atacante faria 30 gols na temporada, maior que o número apresentado no Santa Cruz. Mas a adaptação não veio e o fim do contrato chegou com um pedido de desculpas.

A terceira contratação foi de Carlos Alberto já considerada de risco desde o início, um pouco contestada, mas como uma aposta de que a experiência poderia contribuir muito para o time do Atlético-PR em meio à Libertadores. O início foi complicado com o jogador tentando se recuperar fisicamente, atuações discretas e uma série de lesões – três no total -, que o deixaram mais tempo no departamento médico do que em campo.

No entanto, o meia teve papel decisivo na classificação do Atlético-PR na Libertadores, quando fez o gol contra a Universidad Católica, que valeu a vaga nas oitavas de final. Sua rescisão registrada nesta segunda-feira aconteceu em meio à uma polêmica do jogador, que supostamente teria sido visto em uma boate de Curitiba.

Para completar o Furacão que passou pelo Atlético-PR, o técnico Eduardo Baptista acabou demitido nesta segunda-feira após o empate em 1 a 1 com a Chapecoense, na 12ª rodada do Brasileirão. Junto com ele, o diretor de futebol, Paulo Autuori, acabou pedindo demissão. Nesta terça, o clube anunciou a chegada de Fabiano Soares, que estava no Estoril-POR.

Da Redação

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