Araçatuba registrou 108 ocorrências de picadas por escorpião no ano

Já é sabido que, durante boa parte do ano, as aparições de escorpiões em casas de Araçatuba são registradas quase que semanalmente. A ‘invasão’ do homem e a construção de casas em áreas verdes provocou, consequentemente, o conflito entre o habitat natural de alguns animais e a convivência do ser humano. Com os escorpiões não é diferente.

Apesar disso, os dados registrados em Araçatuba, entre janeiro e junho deste ano, preocupam as autoridades de saúde do município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 126 reclamações sobre aparições de escorpiões em casas da cidade foram registradas. No mesmo período do ano de 2016 foram 154 casos notificados.

No primeiro semestre de 2017, já foram registrados 108 casos de picadas do animal peçonhento na cidade.

Além do tempo quente, que é propício para a proliferação da espécie, a perda de vegetação natural e o acúmulo de entulho são fatores apontados para ser cada vez mais comum a presença de escorpiões na zona urbana.

Como há dúvidas sobre a eficácia de venenos contra o animal, os órgãos de saúde recomendam que os moradores fechem os ralos e frestas de janelas e portas ou até mesmo a criem galinhas no quintal, ave predadora natural do aracnídeo.

De acordo com a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Célia Taiacol, é necessário manter o quintal limpo, livre de folhas no quintal, entulho e galhadas de árvores acumulados.

“A Zoonoses de Araçatuba conta com equipes preparadas para dar orientação nas casas próximas do ocorrido, com recomendações de limpeza dos quintais, terrenos, principalmente onde há acúmulo de materiais sólidos”, informou a pasta.

O público mais vulnerável a picadas de escorpiões são crianças e adolescentes menores de 14 anos. O tratamento consiste em usar medicamentos para controlar os sintomas do veneno no organismo e também na aplicação de soro específico. Em caso de acidente, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente.

KAIO ESTEVES – Araçatuba

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