Início de mês é marcado por diversas apreensões nos presídios

No primeiro fim de semana de julho, diversos objetos ilícitos foram impedidos de entrar nos presídios da região. Os materiais foram apreendidos em dez estabelecimentos prisionais subordinados a Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado. Como de praxe, a maioria encontrava-se introduzida nas partes íntimas das visitantes e foram encontradas durante o procedimento de revista.As pessoas flagradas tentando entrar com ilícitos nas unidades prisionais são excluídas do rol de visitas e levadas à Delegacia de Polícia mais próxima, sem prejuízo de responderem na esfera criminal. Também é instaurado Procedimento Disciplinar para apurar a cumplicidade dos presos que receberiam os materiais.

No sábado foram registradas apreensões em São José do Rio Preto, Irapuru, Junqueirópolis e Presidente Bernardes. No domingo novos registros em São José do Rio Preto, Flórida Paulista, Osvaldo Cruz e Presidente Bernardes.
REGIÃO

No Centro de Ressocialização de Birigui, durante a revista dos pertences trazidos pelas visitas, na passagem pelo aparelho de Raio-X, uma faca foi encontrada dentro de uma vasilha coberta por alimentos. A dona do “jumbo” foi encaminhada ao plantão policial para lavratura de Boletim de Ocorrência. O reeducando que receberia o material foi isolado em cela disciplinar e os procedimentos administrativos estão sendo providenciados.

Já na Penitenciária “ASP Paulo Guimarães” de Lavínia – Três mulheres foram impedidas de entrar na unidade no dia da visita devido ao acionamento do aparelho detector de metais do tipo “portal”. Todas traziam objetos ilícitos introduzidos na genitália. Uma delas estava com um celular, outra com um celular em formato de relógio e um chip e a outra com um celular, dois chips, extratos bancários e bilhete para o sentenciado. As mulheres foram conduzidas ao plantão policial e excluídas do rol de visitas. Para os sentenciados que receberiam os materiais foram instaurados procedimentos apuratórios e eles encaminhados a celas isoladas.

 Ao passar pelo detector de metais na penitenciária de Valparaíso, a companheira de um sentenciado assustou-se com o acionamento sonoro do aparelho. Ao ser indagada, negava trazer consigo algo ilícito, sendo submetida diversas vezes ao aparelho e em todas acionando-o. Depois de um tempo, resolveu confessar que trazia na genitália um invólucro contendo uma placa de celular. A Policia Militar foi acionada e acompanhou a mulher até a Santa Casa local para realização de exames. Logo após, ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil.

Agentes da Penitenciária “Luis Aparecido Fernandes” de Lavínia conseguiram impedir que duas mulheres entrassem na unidade com aparelhos de celular introduzidos na genitália. Um delas, mãe de um sentenciado, foi surpreendida ao sentar no banco detector de metais e este acionar. Ela ainda trazia consigo 10 cm de fio de estanho para solda. Ao ser indagada, contou que recebeu uma ligação de um suposto homem que enviaria o aparelho pelos correios via sedex, sem remetente, e para isso receberia R$ 2 mil. Um sentenciado iria procurar o filho dela para pegar este aparelho, mas alegou que o filho não sabia de nada. Exatamente a mesma história contada pela outra visitante surpreendida com celular, no entanto, este deveria ser entregue ao seu companheiro, que também não sabia de nada, para ser retirado por outro sentenciado. Em ambos os casos, as providências cabíveis foram adotadas.

DA REDAÇÃO – Araçatuba

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