Casos de Tuberculose em Araçatuba caíram mais de 60% de 2015 para 2016

O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (29), o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, que reafirma o compromisso nacional com a Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir a incidência da doença na população mundial, que hoje é de 33,7 mil casos para cada 100 mil habitantes. O objetivo no Brasil é chegar a uma taxa de mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes.

Em Araçatuba há anos que o município registra cada vez menos casos da doença, conforme aponta o Ambulatório de Tuberculose Municipal, ligado à Vigilância Epidemiológica. Em 2016 foram 21 notificações positivas após 33 casos em 2015, redução de 63,6%. Em 2017 foram confirmados até o momento quatro novos casos. O último óbito por tuberculose no município ocorreu em 2012, ano em que foram registrados 19 casos.

Tuberculose

A grande diminuição no número de casos na cidade pode ser notada a partir de 2008. No histórico disponibilizado pela Vigilância Epidemiológica, que inicia no ano 2000, até 2008 foram registrados 624. A principal crise ocorreu em 2005, com 80 casos. Em 2009, com o registro de 39 casos, o número pela primeira vez fica abaixo das quatro dezenas e continua diminuindo nos anos seguintes.

Por conta destes resultados, a equipe do Ambulatório de Tuberculose vem sendo premiada consecutivamente, ano após ano, com o prêmio “Qualidade nas Ações de Controle da Tuberculose”, concedido pelo governo estadual. Em 2013 e 2014 o município teve o melhor controle da doença, atingindo índice de cura de mais de 85%. Em 2013 foi de 100%.

PLANO

Entre as estratégias para acabar com a doença como problema de saúde pública está a redução do coeficiente de abandono de tratamento e melhoras no percentual de cura da doença. Os indicadores operacionais, para o monitoramento do controle da tuberculose, refletem o desempenho dos serviços de saúde na qualidade do cuidado à pessoa com a doença.

O Plano Nacional está baseado em três pilares. O primeiro se refere à prevenção e cuidado integrado centrado no paciente, determinando melhorias no diagnóstico precoce, tratamento adequado e intensificação da prevenção. O segundo eixo é sobre políticas arrojadas e sistema de apoio, estabelecendo o fortalecimento da participação da sociedade civil nas estratégias de enfrentamento e a melhoria dos sistemas informatizados de registro, entre outros. O último pilar trata da intensificação da pesquisa e inovação, com a proposta de parcerias para realização de pesquisas públicas e incorporação de iniciativas inovadoras.

MORTALIDADE

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 11,5%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,3/100 mil habitantes em 2015. O Brasil registrou 4,6 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil habitantes) e Pernambuco (4,5/100 mil habitantes) foram os estados com maior coeficiente de mortalidade do Brasil no ano de 2015. O Brasil registrou 4,6 mil óbitos por tuberculose em 2015. No mundo, no mesmo ano, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes.

sintomas da Tuberculose

O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privadas de liberdade, os que vivem em situação de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,4% apresentaram coinfecção por HIV em 2016.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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