Prefeitura fecha lixão do bairro Arco-íris

O famoso lixão a céu aberto no bairro Arco-íris, em Araçatuba, teve seu último dia de funcionamento nesta sexta-feira (30). A área recebia detritos da construção civil desde o início dos anos 2000 e sempre foi irregular, nunca teve licenciamento. A Prefeitura fechou o espaço e abriu uma nova área ao lado do Aterro Sanitário para receber estes resíduos. O jornal O Liberal Regional havia antecipado a informação no início de junho, conforme informação do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade Petrônio Pereira Lima.

De acordo com ele, a Prefeitura providenciou fotos aéreas do Arco-íris para registrar sua situação atual. “Queremos refazer estas fotos quando tudo estiver mudado e aí vamos comparar”, disse. O espaço sempre foi motivo de reclamação da população do entorno, pois algumas pessoas costumam colocar fogo em entulhos e depositar lixo orgânico, bem como animais mortos. A Prefeitura já enfrentou cobranças do Ministério Público por conta das péssimas e irregulares condições da área.

CENTRO DE TRIAGEM
Considerado o maior desafio pelo secretário, a reorganização dos resíduos sólidos, provenientes da construção civil, ganha novo capítulo com a efetivação desta mudança. A Prefeitura pretendia fechar o lixão até o final de setembro, quando abriria a área de 20 mil metros quadrados própria para o armazenamento deste material ao lado do Aterro Sanitário. Entretanto, os procedimentos foram agilizados. “Nós fizemos uma central de triagem dos resíduos da construção civil, inicialmente, e o passo seguinte, para o ano que vem, é britar o resíduo”, informa Petrônio. A ideia é utilizar o material britado em estradas e como base para pavimento.

A Prefeitura irá abrir mais 8 Ecopontos, que são espaços preparados para receber quantidades menores de entulho e galhada de poda, normalmente transportados por veículos pequenos ou carroceiros. Atualmente há dois em funcionamento, inaugurados pela administração anterior nos bairros Caraza e Lago Azul. Os próximos serão em bairros de regiões onde ainda não há este espaço.

Fernando Verga

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