Polícia Civil investiga atentado contra posto de combustíveis

A Polícia Civil de Araçatuba abriu inquérito para investigar um atentado contra um posto de combustíveis que fica na Rua Aguapeí, no bairro São João, durante a madrugada de ontem (30).

Duas das cinco bombas de combustíveis do estabelecimento foram incendiadas, além da tampa do tanque, que fica no subsolo do posto. O possível crime aconteceu por volta de 2h30.

Pessoas que passavam pelo local ligaram para a polícia, que acionou o Corpo de Bombeiros. As chamas foram controladas antes de acontecer uma explosão e, como o estabelecimento estava fechado, ninguém ficou ferido.

O posto tem câmeras de monitoramento 24 horas, mas as imagens não foram divulgadas pela polícia para não atrapalhar as investigações da polícia.

Durante a manhã de ontem (30), apenas uma bomba ficou em funcionamento, mas durante a tarde outras três já estavam atendendo as dezenas de clientes que formaram uma fila de três quarteirões para aproveitar o preço do litro do etanol no local: R$ 1,79, mais de R$ 1 mais barato do que o cobrado pelo produto há 10 dias.

O posto que foi alvo do provável atentado é conhecido por geralmente oferecer preços menores que os praticados pelo mercado araçatubense. O caso acontece na mesma semana em que o preço do litro do etanol e da gasolina caíram após 60 dias de estabilização na cidade.

Apesar das denúncias e reclamações da população, a confirmação da existência de um cartel de postos em Araçatuba nunca foi confirmada pela polícia ou por órgãos públicos.
Uma investigação foi iniciada pelo Ministério Público de Araçatuba há dois anos, mas o trabalho não teve evolução divulgada desde então pela Promotoria da cidade. Até agora, a imprensa não sabe se a investigação foi arquivada ou se está em curso.

RECEIO
A reportagem apurou que a causa do atentado é discutida entre os funcionários do posto por conta da brusca redução no preço dos combustíveis. Pessoas que trabalham no meio estão com receio do que pode acontecer nas próximas semanas.

O jornal O LIBERAL foi até o posto por duas vezes ontem (30), mas o gerente do estabelecimento não foi encontrado para comentar o assunto.

A reportagem questionou a unidade araçatubense do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo) sobre o assunto, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

Kaio Esteves

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