Casos de dengue diminuem mais de 90% em Araçatuba

A Vigilância Epidemiológica de Araçatuba registrou neste primeiro semestre “apenas” 43 casos de dengue. A informação consta no Boletim Epidemiológico do órgão, divulgado toda sexta-feira à imprensa. Trata-se do melhor início de ano com relação à dengue na cidade desde 2008, quando foram registrados 14 casos. Entretanto, com um histórico como o de Araçatuba, todo cuidado é pouco. O histórico apresentado pela Vigilância Epidemiológica começa em 1998 e os óbitos começaram a ser registrados a partir de 2009. Veja alguns números sobre a dengue em Araçatuba.

Em comparação com o primeiro semestre do ano passado a redução dos casos de dengue é de 93,8%. Em 2016 foram 694 pessoas infectadas. Os números impressionam ainda mais quando olhamos para anos anteriores. Comparado a 2015, quando foram 1678 casos, a redução é de 97,4%; com relação aos 1861 registros de 2014, ano em que ocorreu um óbito, ela vai para 97,6%. No ano de 2013 foram 584 infectados por dengue, 92,6% a mais que 2017. Em 2012 a contaminação pela doença foi 91,7% maior, chegando a 524 pessoas. Mesmo em 2011, quando o município comemorou a queda para 71 casos positivos, não se imaginou uma situação como a desse semestre.

O pior ano que a cidade já viveu com relação à doença foi 2010, que contabilizou 11509 pessoas infectadas pela doença e seis óbitos apenas no primeiro semestre. Na comparação, a redução para este ano foi de 99,6. O ano de 2009 teve 563 positivos e um óbito, 92,3% a mais de casos que atualmente. Apenas em 2008 temos um registro menor que o de 2017. Naquele ano a Vigilância identificou apenas 14 casos positivos de dengue na cidade, após uma sequência de anos com mais de dois mil casos cada.

NO BRASIL
O último dado disponibilizado pelo Ministério da Saúde aponta uma redução de 90,3% dos casos de dengue no país com relação a 2016. A redução nos casos da doença pode ser atribuída a um conjunto de fatores, explica o Ministério, como a mobilização nacional contra o mosquito Aedes aegypti e a maior proteção pessoal da população, a escassez de chuvas em determinadas regiões do país, o que desfavorece a proliferação do mosquito, e a proteção natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores.

“A participação da população nesse processo é fundamental. Nenhum poder público pode enfrentar sozinho a eliminação dos focos do mosquito transmissor, Aedes Aegypti. O cuidado dever ser constante, em especial a eliminação de locais com água parada e criadouros com mosquito”, reforça o Ministério.

PREVENÇÃO
A vacina contra a dengue já possui registro concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Dengvaxia – vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante, atenuada) foi registrada como produto biológico novo, de acordo com a Resolução – RDC nº 55, de 16 de dezembro de 2010. O registro permite que a vacina seja utilizada no combate à dengue. Ela está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã e a expectativa é que esteja disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2019. O produto está passando por testes com voluntários em 13 cidades das cinco regiões do país com o objetivo de verificar sua eficácia. Cerca de 4 mil pessoas já receberam a dose das 17 mil que deverão participar dos testes.

Como esta solução ainda não está disponível, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

Fernando Verga

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