Feijão carioca sobe após chuvas e pesa bolso no do consumidor

O preço do feijão carioca, item indispensável na mesa do brasileiro, está mais caro para o consumidor. O produto subiu 2,41% em maio por conta das fortes chuvas que atingiu o Paraná, principal estado produtor do grão. Isso dificultou a colheita e diminuiu a quantidade do grão no mercado interno.

Em Araçatuba, a média do quilo do feijão carioquinha está sendo vendida entre R$ 4,00 e R$ 7,00. Antes, o produto poderia ser encontrado na casa dos R$ 3,50.

Apesar do preço um pouco acima da média, os estabelecimentos são claros em afirmar que o valor cobrado pelo produto pode mudar a qualquer momento.

De acordo com o cerealista Nilton Cesar Raniel, a tendência é que o mercado estabilize, já que a partir de agora a safra de feijão de Minas Gerais deve ser comercializada em São Paulo, além da entrada do inverno, que é tradicionalmente mais seco em todo o Brasil.

“Até maio, o preço subiu porque tinha muita chuva, mas agora deu uma estabilizada. O saco de 60 quilos oscilou de R$ 200,00 a R$ 280,00, mas agora deve estabilizar com a chegada da safra mineira”.

Segundo explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, o produto não deixará de ser vendido, uma vez que o feijão é muito apreciado e o consumidor tem dificuldade de substituí-lo por outro grão.

“Não acreditamos que o consumidor deixará de comprar, mas sim trocar outros produtos do carrinho de compras por itens mais baratos, como produtos de limpeza, por exemplo”, explicou.

A visão da APAS é diferente do cerealista e o órgão acredita que a expectativa é de mais alta do preço do produto nos próximos meses. Ainda assim, o órgão não acredita que o aumento será tão acentuada como em 2016, quando o quilo do feijão chegou a custar R$ 15,00.

“Agora o cenário é diferente, pois em 2016 tivemos o agravamento de uma estiagem prolongada no momento do plantio e chuvas em excesso no momento de colheita, o que prejudicou muito a cultura do feijão”, diz.

KAIO ESTEVES – Araçatuba

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