Araçatuba tem cinco lojas credenciadas para venda de fogos de artifício

Em um período onde é comum a realização de festas juninas em todo o Brasil, o uso de rojões, bombinhas e outros tipos de materiais pirotécnicos sempre registram um aumento grande nas vendas em todo o Brasil.

Em Araçatuba, de acordo com a Polícia Civil, cinco lojas estão credenciadas para vender os produtos aos consumidores. Elas ficam nos bairros Paraíso, Santana, Novo Umuarama, Jardim Jussara e Etemp. Porém, há muitos estabelecimentos não licenciados e que vendem o produto.

André Luiz Navarro é dono de duas delas, nos bairros Novo Umuarama e Jardim Paraíso. Ele vende os produtos em Araçatuba há 28 anos e afirma que a expectativa, neste ano, é que as vendas cresçam cerca de 15% na comparação com o mesmo período de 2016.

“A gente tem visto um movimento menor nessas primeiras semanas, mas ainda tem um tempo e acreditamos que vai melhorar”, diz.

Além do trabalho de vendas, existe também o cuidado para que o cliente não se machuque na hora de soltar os fogos. Navarro explica que, todo ano, faz um curso de manuseio pirotécnico em São Paulo para poder comercializar os produtos na cidade.

“Todo ano a gente precisa fazer e, por isso, conseguimos repassar as orientações a quem compra os fogos. Qualquer um deles exige cuidados diferentes e precisamos estar sempre preparados para isso”.

COMO COMEÇOU

Junho é o mês em que festas tomam o Brasil para homenagear São João, Santo Antônio e São Pedro. Com origem na Europa, os festejos juninos e a culinária foram incorporados aos costumes dos povos indígenas e negros. Já os fogos de artifício, que embelezam a celebração, foram trazidos pelos chineses.

ALERTA

Apesar da tradição, o uso de fogos pode ser perigoso. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) constata que os acidentes com fogos de artifício triplicam no mês de junho devido às brincadeiras com fogueiras e fogos armazenados ou manuseados de forma equivocada ou irresponsável.

O Estado de São Paulo foi o segundo no país que registrou mais acidentes deste tipo em quatro anos: 289 casos, perdendo apenas para a Bahia, que tem 296 registros.

Além dos traumas ortopédicos, são registrados nas emergências dos hospitais, neste período do ano, aumento dos casos de queimaduras, comprometimento das córneas, perdas de visão, lesões auditivas e até mortes.

O ideal é que o consumidor tire todas as dúvidas com o vendedor ou até mesmo contrate um especialista para fazer a soltura dos objetos em alguma festividade.

A fiscalização das vendas em Araçatuba é de responsabilidade da Polícia Civil, mas, segundo a Delegacia Seccional de Araçatuba, nenhum estabelecimento foi multado por alguma irregularidade associada à comercialização dos produtos em 2017.

KAIO ESTEVES – Araçatuba

 

você pode gostar também