Continuam negociações salariais dos trabalhadores da alimentação

A Fetiasp (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de S. Paulo) ainda não fechou com as empresas os acordos das Convenções Coletivas de Trabalho do 1º semestre desse ano. “Temos uma negociação em abril e as outras em maio. Estamos buscando o melhor acordo, com inflação do período da data-base e ganho real”, declara Antonio Vítor, presidente da Federação.

Segundo Vítor, toda negociação salarial exige perseverança. Por exemplo, a bancada patronal de um dos setores ofereceu apenas 60% da inflação do período. “Não podemos aceitar uma proposta que diz respeito à inflação passada, um gasto que o trabalhador teve. A solução é continuar negociando”, disse.

“As empresas resistem a fechar acordos bons para os trabalhadores alegando que a instabilidade política pode afetar a economia. No entanto, os indicadores mostram que a economia está crescendo pouco, mas crescendo”, observa o presidente da Fetiasp.
Até agora nenhum acordo foi fechado. O setor de carne (embutidos) com data-base em 1º de abril ofereceu 4%.

Os demais setores têm data-base em maio. São eles: bebidas que ofereceu reajuste abaixo da inflação 3,19% e piso de R$ 1.441,42; setor de frio (abate de animais) ofereceu 3,3%, valor abaixo da inflação e o de suco ofereceu 3% para salário até R$ 6.180,00.

O setor de doces e conservas propôs reajuste de 4% para salário até R$ 5.500,00 e piso de R$ 1.447,60 e o setor de rações propôs 4% até salário de R$ 8.500,00 e piso de R$ 1.400,00. As usinas de açúcar mantém apenas as cláusulas sociais.

O Sindicato da Alimentação de Araçatuba, que abrange aproximadamente 15 trabalhadores, participa das negociações.

Da Redação

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