Aposentado defende proteção de nascentes de córregos e ribeirões

Os rios e ribeirões são formados a partir de pequenos cursos d’água (tributários). Preservar os “olhos d’água” ou nascentes é uma forma de garantir a existência dos rios. O Ribeirão Baguaçu, por exemplo, nasce em Braúna a partir de pequenas nascentes. Aumenta o volume de água à medida que avança e recebe água de córregos tributários e outras nascentes. Assim, centenas de nascentes garantem o volume de água do ribeirão. Por isso, o aposentado Deosdete Fazani está preocupado com nascentes existentes em uma área rural próxima ao Jardim Universo, atrás do terreno destinado à equipe de paramotor.

Na Semana Mundial do Meio Ambiente o aposentado Deosdete Fazani acompanhou a reportagem para mostrar vários “olhos d’água” que formam um pequeno curso d’água. Por sua vez, este curso chega a um córrego maior e por fim ao Ribeirão Baguaçu, que desagua no Tietê. “Devemos preservar as nascentes. É assim que garantimos os rios caudalosos e a preservação da natureza.

Em meio a vegetação rasteira, Fazano mostrou áreas completamente devastadas e pisoteadas por animais. Para ele, é preciso repensar a atividade agropastoril próximo às nascentes. Fazani devendo o isolamento destas áreas até por cercas para que não corram o risco de desaparecer.

PRODUÇÃO DE ÁGUA
A cidade de Extrema (MG), à beira da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte (MG), é referência nacional em Programa Conservador das Águas. Equipes trabalham diariamente no plantio de mudas de árvores às margens de córregos e na proteção de nascentes.

PAGAMENTO POR SERVIÇO AMBIENTAL
O projeto é pautado pelo princípio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), no qual o proprietário das terras em que se localizam mananciais de abastecimento recebe um pagamento pela preservação do local, se tornando um “produtor de água”.

“A utilização do PSA como ferramenta para a adequação hidro ambiental das propriedades rurais no Brasil iniciou-se em 2001 com os estudos da Agência Nacional de Águas”, afirma o gerente de Uso Sustentável da Água e do Solo da ANA.

Antônio Crispim

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