Hemocentro faz apelo para que Araçatuba doe mais sangue

Na comemoração do Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado nesta quarta-feira (14), o Hemocentro de Araçatuba recebeu os doadores com decoração especial e café da manhã reforçado. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde – OMS com o objetivo de homenagear e agradecer os doadores que ajudam a salvar vidas todos os dias. O Hemocentro atende 18 hospitais da região, sendo o principal deles a Santa Casa de Araçatuba.

Para a agente de captação de doadores Aline Durante de Andrades , que trabalha no local há 11 anos, o dia foi de comemoração, mas também de apreensão. “Eu faço um apelo à população de Araçatuba por que sangue não dá para comprar, não dá para fabricar; precisa de mais pessoas para doar”, diz. De acordo com ela a maior parte dos doadores são de outras cidades, como Birigui, Andradina, Penápolis, Guararapes, Valparaíso, Lavínia, Mirandópolis, Clementina, Guaraçaí, Piacatú e outras.

A média mensal é de 1500 candidatos a doador e a coleta acaba sendo de aproximadamente 1200 bolsas. “Às vezes nem isso, pois muitos ficam na triagem por conta de algum motivo”, diz Aline. “Vem muito mais gente de Birigui que de Araçatuba. E não sabemos por que isso acontece. A gente escuta muita gente que é da cidade falar que o Hemocentro fica longe, mas as pessoas que vêm de fora não reclamam”, comenta. Ela diz que aos sábados, quando o serviço funcionada das 7h às 12h, são organizadas caravanas de outros municípios para fazer a doação. “Todos os dias tem alguém que precisa. Se a gente for em um hospital agora em algum quarto vai ter uma pessoa precisando de transfusão de sangue”, enfatiza.

A agente explica que são três os tipos de doadores. Os frequentes, que são aqueles que sempre retornam após um período de 60 ou 90 dias, chegam de 500 a 600 por mês; os esporádicos, que aparecem uma vez por ano, somam cerca de 200 doadores por mês. E os que estão doando pela primeira vez são os novos doadores, um total de 300 por mês, aproximadamente. “Parece que é muito, mas a população não deve pensar assim. Nós precisamos de mais doadores frequentes, que venham doar e voltem mais vezes, mas que não seja uma doação esporádica ou apenas quando um parente está precisando”, reforça.

PROMESSA
Geissiane Aparecida Ribeiro Pereira, 32 anos, é moradora do Jardim Atlântico, em Araçatuba, e seu sangue é do tipo A positivo. Ela esteve no Hemocentro nesta quarta após ficar sabendo da campanha do Dia Mundial do Doador, mas já era uma doadora frequente. Ela conta que começou a doar depois que o filho preciso de transfusão quando nasceu. “Ele tem sangue tipo A negativo, então teve incompatibilidade, surgiram alguns problemas e ele precisou de sangue”, conta.

Nascida em Araçatuba, à época ela morava em São Paulo e diz que foi difícil encontrar doadores com sangue do mesmo tipo de seu filho. “Mobilizamos parentes e amigos e encontramos cinco pessoas em Embu das Artes.

O prefeito ajudou com transporte e essas pessoas foram nos ajudar. Mas quando meu filho precisou pela primeira vez de sangue tinha apenas uma bolsa A negativo e foi ela que salvou ele na emergência. Uma bolsa”, lembra. Por causa disso, Geissiane fez promessa de se tornar doadora por que acredita que, da mesma forma como seu filho foi salvo por uma bolsa de sangue, ela pode salvar alguém em uma emergência.

TIPOS DE SANGUE
O procedimento para doar é rápido. Em um dia normal, a pessoa passa por todo o atendimento e está liberada em 40 minutos. Com mais movimento, em até uma hora. Aline diz que todo tipo de sangue é bem-vindo, mas os que mais precisam de doadores são os do tipo O positivo e negativo e A negativo. “O sangue O positivo é o que a maior parte da população tem. É um sangue que utiliza em todos os positivos, mas só recebe dele mesmo e do O negativo. Então, o sangue O negativo não pode ser passado para uma pessoa que é O positivo, mesmo que a gente tenha a tipagem, por que é um sangue que falta”, explica.

Todas as pessoas que se enquadram nos requisitos podem se tornar doadores: ter idade entre 16 e 69 anos, menores de 16 devem pesar 65 quilos e devem estar acompanhados do responsável no momento da doação e maiores de 18 devem ter peso igual ou acima de 50 quilos, além de ter boas condições de saúde. Não pode doar quem já teve malária, sífilis, doença de chagas, hepatite B após os 10 anos, AIDS, pessoas que têm relações sexuais de risco e quem já teve algum tipo de câncer. Quem faz tratamento medicamentoso ou passou por algum procedimento médico recentemente precisa procurar o Hemocentro para se informar, pois há procedimentos diferentes para cada situação.

Para doar, o Hemocentro orienta um preparo básico que é muito simples: uma boa noite de sono e um café da manhã reforçado. É preciso levar documento com foto para preencher o cadastro. No dia 25 de junho, domingo, o Hemocentro abrirá para fazer uma coleta extra, numa tentativa de repor o estoque em baixa. Ele fica na Avenida Arthur Ferreira da Costa, 330. Os horários de atendimento são de segunda-feira, das 8h às 19h, de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e de sábado, das 7h às 12h.

Da Redação

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