Três empresas demonstram interesse na compra da Eldorado Brasil

Reportagem publicada pelo Valor Econômico desta terça-feira (13) mostram que três empresas estão interessadas em apresentar ofertas pela Eldorado Brasil, produtora de celulose, localizada em Três Lagoas, à J&F. Uma delas seria o grupo Votorantim, controladora da Fibria, que junto com a Eldorado tornaram o município a capital mundial da celulose. As outras duas seriam a chilena Arauco, que teria, inclusive, contratado o Banco Santander para auxiliá-la na possível compra e a Suzano, que tem suporte de dois grandes bancos.

Conforme informações do Valor Econômico, apesar de a J&F não ter anunciado oficialmente interesse em vender a Eldorado Brasil, o assunto é bastante comentado nos últimos dias e chama a atenção de potenciais interessados. O grupo J&F não mandatou banco para oferecer o ativo, contudo, os irmãos Joesley e Wesley Batista estariam tratando pessoalmente com cada interessada na compra da fábrica de celulose.

A Fibria seria a candidata mais forte em uma situação normal, mas agora parece mais difícil que a empresa coloque um cheque na mão dos Batista, já que tem o BNDES como seu acionista”, ponderou um executivo. A empresa já é a maior produtora mundial de celulose de eucalipto e teve, com receita de R$ 9,6 bilhões em 2016.

Inaugurada em 12 de dezembro de 2012, em um investimento de mais de R$ 6 bilhões, a Eldorado Brasil Celulose, segundo estimativas de executivos do setor, levantaria cerca de R$ 2 bilhões caso fosse vendida hoje. Porém, a maior incógnita é o valor real da empresa de papel e celulose. A companhia tem, segundo a revista Exame, R$ 8 bilhões em dívidas – ou seja, quase seis vezes sua geração de caixa – quando o combinado com os credores é de que não passaria de quatro vezes.

Rumores de que a Eldorado Brasil seria vendida passaram a acontecer depois da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Consultadas, a J&F Investimentos e Suzano informaram que não comentam o assunto. Já Fibria disse que segue no seu projeto de crescimento, mas não há, no momento, nenhuma negociação com a Eldorado Brasil.

Da Redação

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