Secretaria inicia a primeira Residência Terapêutica no município

A Divisão de Saúde Mental de Lins iniciou a primeira Residência Terapêutica tipo 2 do município. O projeto consiste em uma residência localizada no espaço urbano, constituída para responder às necessidades de moradia de pessoas portadoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não.

Em Lins o projeto tem capacidade para acolher 10 moradores, sendo oito moradores egressos do Hospital Clemente Ferreira e dois moradores egressos do Vale das Hortênsias. De acordo com a coordenadora de Saúde Mental do município, Flávia Fernandes, a residência é monitorada permanentemente com cuidadores que irão estimular a autonomia e independência dessas pessoas.

Essas pessoas estarão inseridas nas atividades que o município e a comunidade oferecem, como oficinas culturais, esportivas e educacionais. “Na área da saúde estarão referenciados em unidades básicas de saúde e CAPS I”, explica Flávia Fernandes.

O PROJETO
Desde o século XVII as pessoas que eram consideradas loucas foram isoladas e confinadas em hospitais psiquiátricos, sem esperança de retorno à sociedade dita “normal”. Em alguns locais essa realidade de internação ainda existe. No ano de 1970 com o movimento da reforma psiquiátrica no Brasil, surgiram políticas que nortearam e direcionaram o processo de desistitucionalização de pacientes em internação de longa data.

A atual estratégia de saúde publica, é que essas pessoas deixem de morar em hospitais psiquiátricos e passem a viver nas residências terapêutica, que podem acolher até 10 pessoas e são classificadas em tipo 1 e tipo 2.

Tipo 1 maior grau de independência

Tipo 2 menos grau de independência

A residência terapêutica é um dispositivo fundamental para a desistitucionalização, pois segundo a coordenadora, ela garante a convivência em liberdade e uma vida em comunidade, que é o direito básico de qualquer cidadão.

Da Redação

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