Especialistas mostram que ‘brincar é aprendizado’

A infância é a fase base da vida humana, sua vivência plena é essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional, social das crianças e na construção de uma vida adulta saudável. O trabalho infantil nessa etapa pode gerar traumas irreversíveis. No dia 12 de junho comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e para provocar reflexões sobre esse tema, o Instituto Pró-Criança de Birigui, braço social do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi), promoveu palestra na quarta-feira (7).

O evento foi ministrado pelas especialistas Jane Aparecida da Silva Lopes e KelliFranzoePasselli, que possuem formação profissional em pedagogia e direito, são educadoras do Sistema Tempo de Ser e pesquisadoras e estudiosas da infância, sua formação e desenvolvimento. Elas explicaram todos os aspectos que são compreensíveis dessa fase e como lidar com cada um deles.

“Tudo que vivemos de experiência na infância terá repercussão nas outras fases de nossas vidas. A criança, em sua fase de desenvolvimento, atrai, reúne e agasalha em seu íntimo todas as informações coletadas, contudo não estabelece qualquer critério de seleção. Ela não racionaliza sobre as informações que lhe chegam, mas capta e armazena as impressões do ambiente pelo sentir, na puberdade é quando se consolidam as informações dadas”, explica Jane.

EMOCIONAL
A área emocional influencia diretamente o processo de aprendizagem. O trabalho infantil se enquadra como um constrangimento e dependendo do tipo e do contexto social, impacta na capacidade de aprendizagem e na forma como a criança se relaciona. “Vendemos uma cultura de que não podemos errar, todas as vezes que ela se sente constrangida, a área emocional é acionada e ela poderá reagir sobre três comportamentos: ataque, defesa ou fuga. De tanto uma criança ouvir que é burra, incapaz, vagabunda, mole, preguiçosa, que não vai ser nada na vida, entre outras qualificações, ela se convence de que realmente é aquilo que dizem sobre ela. Por consequência, acaba por realizar o que os adultos sentenciam”, disse Kelli.

ACOLHIMENTO
Oferecer ambientes acolhedores é a solução. As especialistas explicaram que a infância é a época que deve ser marcada pela alegria, prazer, diversão e pelo brincar.

Aquelas que não brincam, têm seu desenvolvimento prejudicado, pois as brincadeiras contribuem para desenvolver as capacidades e competências de forma integrada. O direito ao lazer está legitimado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal.

Da Redação

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