Botijão de gás de  14 kg sobe 6,7%, anuncia Petrobras

A diretoria executiva da Petrobras aprovou uma nova política de preços para a venda às distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em botijões, para uso residencial, e subiu o preço do produto em 6,7% a partir de junho. O aumentou passou a valer ontem.

A partir de agora, os reajustes estão previstos para o dia 5 de cada mês, mas o novo modelo não se aplica ao uso do gás industrial e comercial.

“O cálculo do preço vai ser baseado nas cotações propano e bupano no ARA, que é Amsterdã, Roterdã e Antuérpia, um mercado relevante, um mercado líquido, que tem cotações líquidas para formação de preços e representa a melhor indicação de preços no mercado internacional”, disse o diretor da estatal Jorge Celestino durante coletiva de imprensa.

Em Araçatuba, a margem de preços é grande. Segundo comerciantes, o produto é vendido, em média, a R$ 55,00 se retirado na loja e R$ 60,00 se for entregue em casa, mas pode chegar a R$ 45,00 em alguns bairros. O preço do botijão de gás de 13 quilos sofreu um reajuste de 9,8% em março.

Na época, a reportagem de O LIBERAL publicou reportagem mostrando que, por conta da guerra de preços, o valor do botijão poderia baratear o produto em até 30% na cidade.

A estatal explicou como será dividida o lucro obtido com a venda do botijão.

“A nossa previsão é que a venda do botijão passe a ser 26% preço Petrobras, mantendo 20% de impostos e uma pequena queda na margem de distribuição e revenda, com um aumento no preço do botijão de aproximadamente 2,2%”, disse a distribuidora.

SINDICATOS DIVERGEM

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) avaliou como positiva a mudança na política de preços do GLP anunciada pela Petrobras.

A entidade disse que “o impacto da nova política de preços pode variar bastante entre os polos de abastecimento, dado que as componentes de custo que formam o preço final ao consumidor são muitas, além do valor de compra do produto nas refinarias”.

O Sindigás ressalvou, no entanto, que a divulgação feita pela Petrobras mantém “incertezas quanto aos procedimentos de ajuste nos preços para os próximos meses” e observou que “a política anunciada não tratou do preço do gás comercializado para outras embalagens, que atendem o comércio e a indústria, mantendo-o com sobrepreço entre 45% a 50% ao da paridade de importação”.

Para o sindicato, esta condição penaliza setores que sofrem os impactos da crise econômica no país. (Com informações do G1)

KAIO ESTEVES – Araçatuba

 

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