Engenheiro de empresa credenciada pela Caixa é preso recebendo propina

Uma operação da Polícia Federal de Jales, denominada de Operação Liquidação, prendeu em flagrante o engenheiro Antonio Eden Cabral Paro. Ele foi abordado em frente a uma agência da Caixa da cidade após receber R$ 5 mil de empresário do ramo da construção civil e foi preso em flagrante.

O valor foi pago em cheques e dinheiro. Segundo a PF, a empresa de Paro é credenciada pela Caixa para fiscalizar obras financiadas em vários municípios da região de Rio Preto e Jales que são financiados pelo instituição estatal.

A PF disse que o nome da Operação Liquidação foi utilizado em alusão à conduta do engenheiro que dava descontos e parcelava o pagamento da propina exigida bem como pelo fato da PF ter liquidado a ação do preso.

Os policiais receberam informações indicando que o engenheiro estava exigindo que pagamentos de propina – chamados por ele de “consultoria” – fossem realizados por empresário do ramo de construção civil para que parcelas dos financiamentos concedidos pela Caixa fossem liberadas para pagamento.

“Enquanto o empresário não pagasse a quantia exigida, o engenheiro não aprovava o andamento da obra e a parcela do financiamento ficava bloqueada, ou seja, não era liberada pela Caixa Econômica Federal”, informou a PF.

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FLAGRANTE – Antonio Paro foi preso em flagrante pela PF durante operação

A PF disse que as investigações vão prosseguir objetivando a identificação da participação de outros envolvidos e vítimas do esquema criminoso desmantelado.

“Excepcionalmente, o nome e a imagem do preso estão sendo divulgadas haja vista informações que indicam a prática do mesmo crime em detrimento de outros clientes da Caixa Econômica Federal, que também tiveram que pagar valores indevidos para que as parcelas de seus financiamentos fossem liberadas. As vítimas que identificarem o preso pelas imagens deverão procurar a Polícia Federal para que seja formalizada a informação”.

Paro será indiciado pelo crime de corrupção passiva e a pena de até a 12 anos de prisão.

Após ser ouvido pelo delegado, o engenheiro foi encaminhado para um presídio da região de Jales, não divulgado até ontem, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.A reportagem não conseguiu nenhum retorno da Caixa Econômica Federal até o fechamento desta edição.

Da REDAÇÃO – Jales

 

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