Eldorado pode ser vendida para controladora investir na JBS

A turbulência econômica causada pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, da J&F, holding que controla várias empresas, como a Eldorado e a JBS, ainda causa sérios transtornos. Como a direção da holding sabe que vai precisa centrar esforços sobre a JBS, controladora de várias marcas, o grupo analisa a venda de alguns ativos. Entre as empresas que podem ser negociadas estão a Alpargatas, a Vigor e a Eldorado, gigante do setor de celulose. A Eldorado é citada na Operação Greenfield. Nesta semana, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, aceitou uma denúncia do Ministério Público e tornou réus 14 investigados na Operação Greenfield, que descobriu esquema de desvio em fundos de pensão de empresas estatais.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o grupo espera receber entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões com a comercialização das três empresas, porém vão enfrentar resistência do mercado devido a péssima imagem da companhia após os escândalos recentes.

Analistas afirmam que a Fibria deve ser a primeira interessada na compra da Eldorado, mas com preço baixo. Até porque, também instalada em Três Lagoas, a Fibria está prestes a dobrar sua capacidade de produção, se tornando a maior do país. A segunda linha deve ser inaugurada em setembro deste ano.

A Eldorado também tem projetos de ampliação, mas a revelação dos escândalos, colocando a empresa em meio à Operação Greenfield, levou à suspensão da execução do projeto.

No meio empresaria fala-se também no interesse de um grupo chinês no negócio. Mas tudo vai depender dos valores.

RECURSOS
Há informações de que a J&F estaria buscando vender ativos como forma de se preparar para um eventual pagamento de multas diante das investigações envolvendo a JBS. As denúncias envolvendo o grupo e os representantes dos fundos Petros e Funcef, no entanto, poderiam dificultar a negociação da Eldorado Brasil, que é alvo de quatro operações da Polícia Federal- três delas investigam possíveis fraudes em fundos de pensão de estatais.

Da Redação – Três Lagoas

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