Impasse já dura meses e solução ainda não foi definida pelos envolvidos

O impasse envolvendo empresários e comerciantes que possuem estabelecimentos às margens da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463) continua.

Isso porque o acesso que era usado para chegar até as empresas e comércios da região, próximo do bairro Verde Parque, foi fechado pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) durante a obra de duplicação da rodovia.

Os comerciantes chegaram a impedir o fechamento do acesso, mas, no começo de maio, não conseguiram evitar o fechamento do local. Revoltados com a situação, eles procuraram o poder público para tentar resolver o problema.

Após conversar com o presidente da Câmara, Rivael Papinha, e com a prefeitura, os empresários ouviram que algo seria feito para tentar resolver a situação.

A reportagem apurou que a prefeitura está analisando fazer a desapropriação da área para, depois, asfaltar a marginal da rodovia e criar um acesso aos estabelecimentos.

Vale lembrar que a marginal é de responsabilidade municipal e, por isso, não está dentro do pacote de obras de duplicação da rodovia.

Em nota, a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação disse que não confirma a reabertura do acesso e que ainda não foi definida uma data para a desapropriação da área.

“A secretaria ainda não tem previsão de quanto será o investimento, pois ainda será reunido com os proprietários da área para definir o que será feito”.

O DER informou, no começo do mês, que o acesso foi fechado porque era uma faixa de grama entre a rodovia e a marginal usada por motoristas como passagem não autorizada.

“Este tipo de movimentação de veículos é irregular e coloca em risco a vida de usuários. Não é permitido deslocamento de veículos em locais impróprios que provoquem insegurança e riscos de verdade”, disse o DER.

As obras de duplicação da rodovia atrasaram por anos e, durante todo este período, vários pontos permaneceram abertos no trecho de 9 quilômetros que passou por melhorias e adequações.

O departamento disse, ainda, que os estabelecimentos comerciais não ficarão sem acessibilidade e que estão estabelecidos na marginal da rodovia, onde poderão ser acessados.

“Esta marginal está sob jurisdição do município, por isso não faz parte das obras de duplicação e melhorias”.

No local funciona um restaurante, lava jato, uma fábrica de tambores e outros estabelecimentos. Por enquanto, os comerciantes estão tentando se virar sem o acesso da rodovia.

KAIO ESTEVES – Araçatuba

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