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postado em 12/07/2011 às 17h58min

Festival de Cinema Latino-Americano faz homenagem a Gabriel García Márquez

DA ABR, MARLI MOREIRA - SÃO PAULO
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A 6ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano (Festlatino) terá novas salas de exibição que apresentarão de hoje (12) até domingo (17) 110 filmes, na cidade de São Paulo. O festival atraiu para São Paulo uma centena de convidados de outros estados e de fora do país. Além da mostra em oito localidades, organizada pelo Memorial da América Latina, ocorrerão atividades paralelas, entre as quais uma mesa-redonda em homenagem ao escritor e cineasta colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982 que tem entre as suas obras o romance Cem Anos de Solidão.

Segundo um dos curadores do festival Francisco César Filho embora não seja tão conhecida do grande público, a atividade de García Márquez no cinema tem grande importância. Ele criou a Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba, uma das mais reconhecidas da América Latina.

Entre os títulos presentes na mostra destaque para o curta-metragem A Lagosta Azul, de 1954, dirigido por García Márquez. “É uma experimentação de vanguarda extremamente surrealista, no estilo dos filmes da década de 20, vivenciados na França com nuances do artista plástico Salvador Dalí”, conta César Filho.

Ele lembrou que neste trabalho, García Márquez resgatou a estratégia do cinema mudo, em um período que a sonorização já tinha entrado para as telas. “Cada expectador pode fazer a sua própria leitura da associação de imagens com percepções bem pessoais”.

Outras incursões do cineasta como roteirista serão também apresentadas como A Viúva de Montiel, de 1979, dirigido pelo cineasta chileno Miguel Littin; Erêndira, de 1983, de Ruy Guerra, que tem no elenco a atriz grega Irene Papas e participação da atriz brasileira Cláudia Ohana, na época uma estreante; e Ninguém Escreve ao Coronel, de 1999, uma adaptação da obra do colombiano sob direção do mexicano Arturo Ripstein.

Littin e Ruy Guerra, que é amigo pessoal do cineasta colombiano, vão participar de uma mesa-redonda, no sábado, dia 16, no Memorial da América Latina. Também será homenageado o diretor e roteirista baiano Orlando Senna, que, no governo Lula, foi o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura. Senna também dirigiu a Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba.

César Filho destacou a participação do Novo Cinema Argentino com temas sobre as experiências do povo argentino durante a ditadura militar (1976-1982) e também com produções que retratam a recente crise econômica do país vizinho. Outra sessão do evento Soy Loca Por Ti America, aborda temas da diversidade sexual. Entre os títulos está o filme Morango e Chocolate, indicado ao Oscar.

Para César Filho, quem acompanhar a mostra vai perceber a evolução do cinema latino-americano com a “proliferação de produções por causa do baixo custo proporcionado, principalmente, pelo avanço tecnológico, em sistema digital”.

No caso do Brasil, segundo destacou, o movimento deixou o eixo São Paulo, Rio e Porto Alegre, ganhando espaços em Fortaleza, Recife, Belo Horizonte entre outros locais. “Esse movimento está ganhando tal consistência que na América do Norte e na Europa já começa a se falar do novo cinema latino-americano”.

Para acompanhar a programação do festival que ocorre em locais como o Espaço Unibanco, Cine Olido e Centro Cultural de São Paulo, os interessados podem acessar o endereço eletrônico do Memorial da América Latina.

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