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postado em 20/06/2016 às 10h36min

É outro Palmeiras: veja seis motivos que explicam a evolução com Cuca

Variação tática, jogadas ensaiadas, posse de bola, elenco rodando... As marcas do novo Verdão, líder do Campeonato Brasileiro
DA REDAÇÃO (COM INFORMAÇÕES DO G1)
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Marcos Ribolli
Cuca festejando o gol de Cleiton Xavier, no Dérbi contra o Corinthians

Líder do Campeonato Brasileiro com 19 pontos, invicto no torneio há cinco rodadas e dono de um futebol ofensivo que tem sido motivo de elogios de torcedores. Esse é o Palmeiras do técnico Cuca, que no último sábado venceu o Santa Cruz por 3 a 1 na arena e que volta a campo nesta terça-feira, no mesmo estádio, para enfrentar o América-MG.

Para muitos palmeirenses, inclusive até alguns jogadores, o motivo da boa fase do Verdão na temporada tem nome, sobrenome e apelido: Alexi Stival, o Cuca.

Contratado em março, o treinador assumiu durante a Libertadores e o Paulistão com a missão de recuperar uma equipe marcada por uma grande crise técnica e também por irregularidade de resultados. Não foi possível evitar a eliminação no torneio continental, e a queda no campeonato regional se deu nos pênaltis, nas semifinais. Mas, pouco mais de três meses depois, muita coisa mudou.

– O professor Cuca está conseguindo dar a cara dele no time, que está se encaixando e ficar com a bola. É importante ter posse de bola. Conseguimos isso e agredimos quando possível. Temos de ajustar algumas coisas. Tomamos um gol hoje e infelizmente quebramos aquela sequência de não sofrer gols aqui, mas estava impedido. Isso arrebenta a gente... Mas faz parte – disse o zagueiro Vitor Hugo, no sábado, depois da vitória sobre o Santa Cruz.

E qual é a cara de Cuca neste time do Palmeiras? Veja abaixo alguns tópicos que mostram alguns dos motivos da boa fase alviverde no Campeonato Brasileiro:

MARCAÇÃO DESDE O ATAQUE
Cuca mostra preocupação com o sistema de marcação palmeirense desde a sua chegada. Na Academia de Futebol, foi comum, principalmente nas primeiras semanas, observar o treinador orientando o posicionamento dos seus atacantes. O ordem é de que a marcação começa lá na frente. Na prática, ele tem mudado as formações de acordo com as armas do adversário. Contra o Flamengo, em Brasília, abriu linha de quatro no meio com Tchê Tchê, Moisés, Dudu e Róger Guedes para conter a saída de jogo dos cariocas pelos lados do campo, com Rodinei e Jorge.

TIME RÁPIDO E COM POSSE DE BOLA
Na reformulação do plantel palmeirense antes do início do Brasileirão, Cuca deixou clara sua vontade de ter em campo um time rápido e de qualidade técnica. Os tão criticados chutões da era Marcelo Oliveira e que pareciam nunca ter fim no Verdão foram substituídos por um ritmo interessante de passes no meio de campo. Com mais posse de bola

RODAGEM DO ELENCO
Depois da eliminação no Paulistão, Cuca promoveu uma grande reformulação no elenco palmeirense. A ideia da comissão técnica era ter um grupo com menos jogadores e assim poder dar mais oportunidades aos atletas. Do atual plantel, apenas cinco atletas ainda não entraram em campo com o treinador: o zagueiro Augusto, o lateral-direito Fabiano, o volante Rodrigo, o meia Vitinho e o atacante Artur. Destes, três são do plantel sub-20, mas começam a ganhar espaço também entre os suplentes do Verdão.

AO ATAQUE, SEMPRE
Dos 20 jogos de Cuca no Palmeiras, só em um o time entrou em campo preocupado primeiramente em se defender – contra o Rosario Central, na Argentina, o treinador aumentou a estatura da sua defesa ao escalar três zagueiros e fortaleceu a marcação para enfrentar a forte pressão do adversário. Em parte deu certo, já que o Verdão voltou para o Brasil com um ponto (a partida terminou empatada em 3 a 3). Nos demais duelos, a atual comissão técnica tenta implementar um estilo de jogo bastante ofensivo.

No último sábado, por exemplo, Cuca escalou o Palmeiras para enfrentar o Santa Cruz sem nenhum volante de marcação. Jean, o único da função, atuou mais como lateral. Do meio para frente, Moisés, Tchê Tchê, Cleiton Xavier, Róger Guedes, Dudu e Gabriel Jesus deram trabalho para a defesa adversária.

A formação, que vira e mexe ganha uma variação, tem dado muito certo. O Verdão fechou a nona rodada do Campeonato Brasileiro como o melhor ataque, com 19 gols.

MUDANÇAS FREQUENTES
E por falar em variação, o Palmeiras não tem um time base. Longe disso. No Campeonato Brasileiro, Verdão já jogou com atacante de referência (Barrios ou Alecsandro), trio mais leve (Róger Guedes, Dudu e Gabriel Jesus), com apenas um zagueiro (contra o Grêmio), sem nenhum volante com característica mais de marcação (contra o Santa Cruz). Os números da equipe no torneio nacional mostram que está dando certo.

JOGADAS ENSAIADAS
A rotina intensa e detalhista de Cuca no dia a dia da Academia de Futebol do Palmeiras tem dado resultado dentro de campo. E as jogadas ensaiadas em cobranças de falta e escanteio, que começaram a ganhar espaço no trabalho da comissão técnica durante o período de treinamentos em Atibaia, antes da estreia no Brasileirão, agora se destacam no Brasileirão.

Após troca de passes entre Egídio e Cleiton Xavier, Jean tirou da barreira com qualidade uma cobrança de falta de longa distância e marcou o segundo gol do Palmeiras contra o Santa Cruz. Moisés, conhecido por ter qualidade nos passes, virou também o "homem do lateral" no Verdão. Em cobranças do meia já saíram três gols da equipe: contra Grêmio, Coritiba e Santa Cruz. 

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