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postado em 25/04/2013 às 11h13min

Feliz com volta de Cielo ao Piracicaba, ex-técnico revela: ‘Era desengonçado’

DA REDAÇÃO (Com Informações do G1)
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Satiro Sodre/SS Press
Cielo considera o ex-técnico como um amigo

“Na raia quatro, Cesar Cielo, do Clube de Campo de Piracicaba”. O técnico Reinaldo Rosa fez uma visita ao passado ao escutar o locutor anunciar a prova dos 50m livre do Troféu Maria Lenk, na quarta-feira, no Rio de Janeiro. Mas não se tratava apenas de uma simples viagem no túnel do tempo. O treinador presenciava ali o retorno de seu maior atleta ao clube que lhe revelou. Feliz e orgulhoso com a contratação, o agora amigo do antigo pupilo conta que o campeão olímpico chorava quando perdia e que era um menino meio desengonçado.

- É muito emocionante isso. Antes dos 50m livre, quando disseram: "Cesar Cielo, do Clube de Campo de Piracicaba", me deu uma sensação tão gostosa. Nos quatro anos que ele treinou com a gente, foram só momentos de alegria. Ouvir essa frase de novo é muito bom, é muito satisfatório. Além dele ter sido um grande nadador nosso, é um baita amigo – disse, orgulhoso, o treinador.

O reencontro do atleta de 26 anos com seu antigo clube foi consequência de uma despretensiosa brincadeira de Reinaldo. Quando participava de uma reunião com a diretoria do clube sobre a nova temporada, sugeriu contratar o nadador mais famoso que já passou por lá. O Clube de Campo de Piracicaba resolveu fazer o convite, e Cielo, que havia sido dispensado pelo Flamengo, aceitou. Dez anos depois do fim da parceria, o ex-treinador volta a “comandar” o menino promissor de “Santa Bárbara D’Oeste”.

- Ele era um menino frágil, comprido, branquelo e com uma certa pitada de mimo. Era muito magrinho e tinha dificuldades para se locomover por ser um menino grande, com membros muito grandes. Era meio desengonçado. Mas vi nele muito interesse em buscar. Não admitia perder. Se perdia, chorava. Era muito difícil para ele administrar a derrota – disse Reinaldo, que treinou Cielo dos 12 aos 16 anos.

O menino meio sem jeito, fraquinho e magrinho já se destacava nas competições, principalmente nas provas de velocidade. Ainda assim, era difícil prever naquele tempo que ele se tornaria um campeão olímpico e mundial.

- Não passava na nossa cabeça naquele momento que ele chegaria tão longe. A gente queria que ele fosse campeão estadual, campeão brasileiro. Mas o Cesar sempre foi um cara muito determinado, desde pequeno. Era um cara que você tinha que criar sempre novos limites. Você colocava um limite, e ele superava em pouco tempo. A gente não esperava tudo isso, mas, quando foi convocado para sua primeira Copa do Mundo, falei que o mundo ficaria pequeno para esse garoto.
Com três medalhas olímpicas no peito, sendo uma delas de ouro, o Cielo de hoje é bem diferente do adolescente de dez anos atrás. Reinaldo garante, porém, que a personalidade do atleta continua a mesma.

- A doçura, a meiguice e a educação estão até hoje. É um menino muito bem criado pelos pais. Isso tudo ele não perdeu. Tudo o que ele conquistou até agora é consequência do trabalho dele, do esforço dele, mas também acho que tem uma grande porcentagem por causa da beleza de sua alma.

Apesar da distância nos últimos anos, Cielo também guardou boas lembranças do clube e de seu ex-técnico. Os dois sabem da importância que um teve na vida do outro e, hoje, são amigos.
- A relação que a gente tinha antes era de técnico e atleta, agora, é mais de amigo. A gente conversa antes e depois das provas. É uma relação muito legal. Sei da influência dele para chegar aonde eu cheguei. E ele sabe da importância que tenho para o clube para continuar tendo a natação ainda. Então, é uma troca muito bacana.

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