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postado em 20/04/2017 às 20h07min

Tribunal absolve acusados pelo homicídio de adolescente

No entanto, um dos réus foi condenado pelo sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver
MÁRCIO ZENI - Araçatuba
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 O Tribunal do Júri de Araçatuba absolveu em julgamento realizado na quarta-feira o réu Michel Tomazoti Pimentel pelo homicídio, sequestro e cárcere privado do adolescente Kaíque Valdir Silva Senger, conhecido como 'Di menor', caso que aconteceu em dezembro de 2007. O outro acusado, Edilson da Silva, foi condenado à pena de 4 anos e um mês de cadeia por sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver, sendo absolvido do homicídio. O Ministério Público entende que os dois devem ser condenados por todos os crimes e já avisou que vai recorrer da decisão.

O adolescente teria sido morto porque estuprou uma menina de 11 anos, filha de um detento. O júri começou 9h e a sentença foi lida após mais de 12 horas, por volta de 22h, pelo juiz Sérgio Ricardo Biella. O promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu a condenação dos réus, enquanto que a defesa, feita pelos advogados Flávio Rodrigues da Silva Batistella e Anderson Rosignolli Ribeiro, alegou que não foram os réus que praticaram os crimes.

Após a decisão o juiz revogou a prisão preventiva de Michel. No caso de Edilson, ele não foi autorizado a recorrer da decisão em liberdade.

HISTÓRICO
Na denúncia não consta a idade do menor. Segundo o processo, o adolescente foi morto a mando de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios porque teria abusado sexualmente de uma menina de 11 anos, filha de um presidiário. Um terceiro envolvido recorreu contra a decisão da Justiça que o mandou a júri popular e possivelmente será julgado depois.

Conforme apurado pela polícia e depois pela Justiça, no dia 15 de dezembro de 2007 uma menina de apenas 11 anos foi abusada sexualmente. Kaíque e o outro adolescente foram apontados como os autores do atentado violento ao puder por pessoas ligadas à garota.

Consta no processo que no mesmo dia os dois réus e outras duas pessoas, já falecidas, foram à casa da menina e mantiveram contato pelo telefone com integrantes da facção criminosa. Os membros da organização exigiram punição dos culpados, uma vez que o pai da criança estava preso.

A ordem da facção foi cumprida e os dois adolescentes sequestrados e mantidos em um imóvel no bairro Antônio Villela. As vítimas ficaram dois dias nessa residência, sendo bastante agredidas. Ao final do segundo dia, apenas Kaíque foi levado para uma propriedade na zona rural de Araçatuba e lá executado com golpes de faca e pedradas. O corpo foi escondido em um canavial próximo da propriedade e só encontrado cerca de um mês depois, em janeiro de 2008. O adolescente que estava com ele foi libertado, segundo apurado no processo.

O Ministério Público denunciou os réus por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado e pelo crime de ocultação de cadáver. Segundo o MP, o processo conta com uma testemunha protegida, que passou informações durante a fase de inquérito e depois foram mudadas por ela mesma na fase judicial.

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