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postado em 18/04/2017 às 11h50min

Acusados de sequestrar e matar adolescente vão a júri nesta quarta

Caso aconteceu em 2007. Ordem de matar teria partido de facção criminosa
MÁRCIO ZENI - Araçatuba
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REPRODUÇÃO
Tribunal do Júri está previsto para começar hoje, a partir de 9h

O Tribunal do Júri de Araçatuba volta a se reunir nesta quarta-feira, dia 19 de abril, para julgar os réus Edilson da Silva e Michel Tomazoti Pimentel pelo sequestro, morte e ocultação de cadáver do adolescente Kaíque Valdir Silva Senger, conhecido como 'Di menor', caso que aconteceu em dezembro de 2007.
O julgamento chegou a ser iniciado e março passado, porém uma falha no sistema de gravação forçou o cancelamento da sessão e a anulação dos trabalhos feitos no dia. Os dois réus estão presos.

HISTÓRICO

Na denúncia não consta a idade do menor morto. Segundo o processo, o adolescente foi morto a mando de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios porque teria abusado sexualmente de uma adolescente de 11 anos, filha de um presidiário. O júri está marcado para começar 9h, no Fórum de Araçatuba. Um terceiro envolvido recorreu contra a decisão da Justiça que o mandou a júri popular e possivelmente será julgado depois.
Conforme apurado pela polícia e depois pela Justiça, no dia 15 de dezembro de 2007 uma menina de apenas 11 anos foi abusada sexualmente. Kaíque e o outro adolescente foram apontados como os autores do atentado violento ao puder por pessoas ligadas à menina.
Consta no processo que no mesmo dia os dois réus e outras duas pessoas, já falecidas, foram à casa da menina e mantiveram contato pelo telefone com integrantes da facção criminosa. Os membros da organização exigiram punição dos culpados, uma vez que o pai da criança estava preso.
A ordem da facção foi cumprida e os dois adolescentes sequestrados e mantidos em um imóvel no bairro Antônio Villela. As vítimas ficaram dois dias nessa residência, sendo bastante agredidas. Ao final do segundo dia, apenas Kaíque foi levado para uma propriedade na zona rural de Araçatuba e lá executado com golpes de faca e pedradas. O corpo foi escondido em um canavial próximo da propriedade e só encontrado cerca de um mês depois, em janeiro de 2008. O adolescente que estava com ele foi libertado, segundo apurado no processo.
O Ministério Público denunciou os réus por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado e pelo crime de ocultação de cadáver. Segundo o MP, o processo conta com uma testemunha protegida, que passou informações durante a fase de inquérito e depois foram mudadas por ela mesma na fase judicial.

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