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postado em 11/09/2016 às 09h19min

Desrespeito ao uso do cinto de segurança cresce em Araçatuba

Multas aplicadas pela Guarda Municipal a quem não usa o dispositivo aumentaram 85,6%
Da Redação - Araçatuba
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Kauane (à frente) e Joice mostram que comportamento seguro faz a diferença nas vias do município (Foto: Márcio Zeni/O Liberal)

O cinto de segurança ainda é um item ignorado por boa parte dos motoristas em Araçatuba. Os primeiros oito meses deste ano registraram aumento de 85,6% no número de multas por causa deste descumprimento no município, que tem, em média, nove autuações do gênero por dia. No Brasil, metade dos condutores assume que não usa a proteção no banco de trás.

Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Araçatuba mostram que, só nos primeiros oito meses deste ano, os agentes municipais de trânsito aplicaram 2.152 multas a condutores que deixaram de usar o dispositivo, inclusive para passageiros no banco de trás. No mesmo período do ano passado, foram 1.159 autuações.

"Acreditamos que houve um aumento na fiscalização realizada pelos guardas municipais agentes de trânsito, porém não podemos negar que há uma negligência por parte de motoristas e passageiros que insistem em não fazer o uso correto do cinto de segurança", explica o secretário municipal de Mobilidade, Wilson Carlos Braz.

A obrigação do uso do cinto está prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Seu descumprimento representa infração grave, com perda de cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,69. A partir de novembro, a infração grave passa a custar R$ 195,23, conforme alteração já sancionada no primeiro semestre.

ALIADO
Braz lembra que não faltam estudos de autoridades conhecidas em todo o mundo comprovando que o uso correto do dispositivo evitaria uma alta porcentagem de mortes causadas por acidentes de trânsito. "Usar o cinto no banco traseiro não só protege esses passageiros, mas também reduz o risco de morte do motorista e do copiloto em um acidente. É imprescindível para proteger a sua vida", lembra.

O secretário ainda citou as diversas campanhas que são realizadas, inclusive em Araçatuba, onde o mês de maio ganhou a cor amarela em alusão ao grande número de vítimas no trânsito. Ainda assim, pesquisas revelam que o caminho é longo para que toda a população dê o devido valor para um item que já deveria ser rotina ao entrar no veículo.

SEM CONSCIÊNCIA
A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que apenas 50,2% da população afirmam sempre usar o cinto quando estão no banco traseiro de carro, van ou táxi.

Os entrevistados mostram mais consciência quando estão no banco da frente, em que 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de segurança. Contudo, o cinto na parte traseira do veículo reduz mais o risco de morte, pois, em uma colisão, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente, atingindo o motorista e o carona.

O uso do cinto de segurança no banco de trás é ainda menor na zona rural, onde 44,8% disseram ter o hábito de colocar o cinto. A Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) afirma que o dispositivo para os ocupantes da frente reduz o risco de morte em 45% e, no banco traseiro, em até 75%.

Em 2013, um levantamento da Rede Sarah apontou que 80% dos passageiros do banco da frente deixariam de morrer se os cintos do banco de trás fossem usados com regularidade.

DIÁLOGO
A mestre de obras Joice Regina de Carvalho, 29 anos, disse que sempre fica de olho para que nenhuma das duas filhas - Kauane Vitória, 12, e Maria Eduarda, 3 - fique sem o cinto de segurança com o carro em movimento. A mais nova, inclusive, utiliza cadeirinha própria.

Segundo a mãe, a atenção é redobrada com Maria Eduarda. "Ela reclama quando a gente coloca ela com o cinto, mas é um costume que precisa vir de cedo", diz Joice. Com a filha adolescente, a conscientização já pegou. "Entro no carro e já coloco o cinto", afirma Kauane.

O exemplo do vendedor Luciano de Souza, 41, e da funcionária pública Erika Mesquita, 40, também é seguido pelos filhos Lívia, 11, e Luan, 4. Ao entrar e sair do veículo, a família já adotou como costume colocar o cinto de segurança. "Quando o adulto coloca o cinto, a criança observa e vê aquilo como um exemplo a ser copiado", diz o pai.

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